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De tudo um pouco

Hoje é domingo. Véspera do dia dos namorados. Foi um dia comum, porém, não foi um dia ruim.

Ontem, fui dormir às 3h da manhã, porque a Rede Globo decidiu passar "Titanic" no Supercine, e eu fui para o Twitter comentar as cenas. Foi muito divertido sentir que não estava falando sozinho, que não estava assistindo ao filme sozinho. Isso é bem legal.

Normalmente, quando a gente decide assistir a um filme numa plataforma de Streaming, é pouco provável que outras pessoas também estejam assistindo exatamente aquele filme, naquele mesmo momento que nós. Especialmente pra quem adora assistir filmes repetidos (e antigos), como eu.

Minha experiência com o Twitter não costuma ser muito boa. Na grande maioria das vezes, minha sensação é a de estar falando sozinho. Mas, quando a gente vai nos assuntos do momento e encontra um assunto que nos interesse, fica mais fácil interagir com desconhecidos, porém, desconhecidos que têm interesses parecidos com os nossos. Assim, descobrimos gente legal para começar a seguir e até ganhamos novos seguidores.

Mesmo com essa boa experiência com o Twitter, eu sinto que preciso me desconectar um pouco do meu smartphone. Não é que eu fique o tempo todo conectado às redes sociais. Eu tenho conseguido ler, tenho conseguido assistir programas na TV, também tenho cumprido minhas obrigações domésticas, como preparar as refeições, lavar a louça e arrumar meu quarto. Mas, quando penso em pegar meu notebook para trabalhar nas minha devidas obrigações (citadas no texto anterior), eu acabo me desmotivando. Começo a mexer no smartphone e o notebook fica ali parado.

Apesar de ter caminhado um pouco mais no Conto, que ainda não tem previsão de lançamento, eu não estou muito motivado para me dedicar à escrita de longo prazo. Em contrapartida, estou amando essa retomada desse Blog, onde eu apenas falo sobre minhas próprias amenidades e pensamentos aleatórios.

De qualquer forma, decidi que amanhã será meu retorno ao trabalho. Vou acordar bem cedo, me organizar, como se fosse trabalhar em uma empresa (a minha) e colocar o máximo de minhas obrigações em dia. Eu preciso disso ($).

Hoje, minha cunhada (Juliana, irmã mais nova do Rodrigo) me mandou mensagem pedindo ideias de nomes para seu novo empreendimento de doces artesanais, sobremesas como cookies, brownies. Semana passada estávamos juntos e eles estavam pensando em possíveis nomes. Falei com ela que o ideal seria pensar nas possibilidades do que poderia ser usado de forma temática. Eles haviam pensado em "Doce Terapia", fazendo referência ao fato de comer doces ser algo meio terapêutico. Mas, quando falei sobre "Doce Magia", ela respondeu com um AMEI. A ideia é poder usar referências como Walt Disney e Harry Potter, para que as pessoas consumam os produtos não apenas pelo doce, mas pela imagem, por se identificarem com as personagens.

Fiquei empolgado para iniciar esse projeto, mas, preciso concluir os que já estão em andamento, antes de iniciar um novo.

Outra coisa que marcou meu dia de ontem foi ter atendido à ligação de um escritor que irá publicar o primeiro livro. Ele precisava de ajuda, orientação para saber quais caminhos poderia seguir na divulgação de seu projeto. Para mim, que sempre quis oferecer algum tipo de mentoria para quem deseja escrever e publicar seus livros, foi uma conversa capaz de trazer algum tipo de realização pessoal. Alguém estava me vendo como uma possível referência (mesmo por algumas horas), querendo aprender um pouco mais acerca de um caminho que eu já percorri.

Infelizmente, o rapaz chegou com muitas crenças prévias que iam de encontro às minhas experiências práticas. Por mais que eu tentasse explicar algumas questões relacionadas às práticas de editoras que mais se parecem com o processo de auto publicação, porém, cobrando do escritor uma quantia prévia e recebendo metade dos lucros dele pelas vendas futuras (sem qualquer garantia de apoio para que essas vendas aconteçam de forma efetiva), ele já estava com o pensamento formado e tinha certeza de que havia tomado a melhor decisão.

Em momento algum minha intenção foi convencê-lo a rescindir o contrato com a "Editora", mas mostrar a ele que há caminhos mais efetivos para receber o retorno que ele pode precisar para se manter publicando, para não se frustrar (como eu já vi pessoas desistindo da carreira de escritores por não terem conseguido o resultado que esperavam antes da primeira publicação de livro físico).

Felizmente, ele aderiu a algumas de minhas sugestões, especialmente quando eu contava com todos os detalhes sobre como havia sido minha experiência ao aplicá-la na minha vivência como escritor iniciante e independente.

Confesso que não foi uma conversa muito fluida e leve para mim, pois eu precisava ouvir muitas "certezas" dele e pensar em como eu poderia apresentar meu ponto de vista contrário, sem passar a impressão de estar discordando por discordar, por querer mostrar que sei mais (porque minha intenção não é essa). Mesmo assim, ao fim da conversa, o saldo foi positivo, pois ele relatou quais conselhos meus chamaram sua atenção a ponto de desejar usar no seu projeto.

Quem sabe, um dia, eu engaje nessa vida de agente literário e marketing editorial. Mas, eu sou muito bobo. Não consigo pensar que existem pessoas sonhando em publicar seus projetos e cobrar o preço absurdo que as agências cobram. Acabo fazendo por gostar dessa função. Me sinto útil, realizado enquanto ajudo.

Voltando a falar sobre hoje, acordei, fui para a sala, quando a fome começou a apertar, eu fui tomar meu banho e colocar uma roupinha digna de ir à rua. Até peguei meu Kindle e meu caderninho de anotações, pensando em me sentar em algum lugar, pegar um ônibus, ou apenas perceber que o lugar onde meus pais moram é péssimo, e não tem opção alguma para quem quer sentar e ler um livro. Foi exatamente a terceira opção a que aconteceu.

Percebi que havia muitos pontos de frango assado disponíveis pelas esquinas. Fui ao mercado e comprei algumas coisinhas pra um almoço digno (kkk) e passei no frango assado para comprar um. Mais uma vez, a moça que atende no caixa revirou os olhos com real satisfação e comentou sobre meu "perfume". É muito engraçado como as pessoas reagem ao cheiro do óleo essencial que eu uso, perguntam a marca, mas essa moça é a melhor de todas, porque parece que ela está sentindo as reações que o óleo promete (entre outras, ele é afrodisíaco). Enfim... Recebi um elogio pelo meu cheiro hoje, de novo.

Em casa, almocei e assisti ao "Como eu era antes de você", que a Globo decidiu passar na Temperatura Máxima. Gente! Como pode passar filmes tristes, onde os casais não ficam juntos, em plena véspera do "Dia dos Namorados"? É que a Dona Globo sabe que brasileiro gosta de sofrer. E, sim, eu sou um deles.

Deu até vontade de reler o livro. Lembrei de 2016, quando fui assistir sozinho, no cinema, ouvindo as pessoas ao redor fungando de tanto chorar.

Depois disso, meu pai chegou de viagem, trazendo minha tia. Comecei a fazer o jantar, para adiantar meu lado. Herdei o tablet que havia dado de presente à minha mãe, e tenho preferido cozinhar assistindo os canais ao vivo do Globoplay do que ouvindo a "JB FM" e a "Antena 1", como de costume. Assim, assisti ao "Domingão", enquanto cozinhava.

Minha tia gostou muito do jantar. Elogiou muito enquanto comia e até repetiu! Fiquei feliz por isso. É incrível como pequenas ações positivas têm o poder de mexer com nosso humor e autoestima.

A noite passou rapidamente. Não demorou para meu celular vibrar com a notificação de e-mail do Rodrigo.

Sim, ele ainda está fora, incomunicável. Mas, deixou alguns e-mails programados com links de vídeos, onde ele fala comigo como se estivesse falando em tempo real.

Hoje, eu chorei bastante enquanto assistia ao vídeo. Foi curtinho, mas a saudade apertou tanto! Esse tempo está sendo (e eu sei que ainda vai continuar sendo) um grande desafio pra mim. Mas, eu gosto tanto dele. É alguém que, antes de tudo, se tornou um grande amigo pra mim. Alguém que me fez olhar pra mim mesmo, ao invés de só olhar para quem está ao meu redor. Ele me faz sentir mais motivado, me inspira, sua companhia e companheirismo me fazem querer me tornar alguém cada vez melhor. E assim, a cada dia eu tenho mais certeza de que eu o amo. Como alguém que torna minha vida mais feliz, com mais significado, que me dá mais capacidade de acreditar em um futuro feliz, sem solidão.

É claro que a gente briga, que a gente se desentende, discute, mas... É nessas horas que eu tenho ainda mais certeza do quanto eu o amo. Porque sinto vontade de resolver logo nossos desentendimentos, pra gente poder voltar a sorrir junto, a conversar sobre toda e qualquer coisa, voltar a fazer o bem que faz um ao outro.

Bem... Confesso que, no início desse texto eu nem sabia sobre o que falaria hoje, mas... Acabou se tornando um texto sobre um monte de coisa.

Por hoje é isso. Espero que amanhã eu finalmente consiga retomar minhas obrigações. Eu vou me esforçar.

Douglas ;)

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Vou deixar aqui uma Playlist minha de 2016, já que me lembrei dessa época:

Sobre Escritores, Bloqueios e Ganha-pães...


Faz pouco mais de uma semana que estou "morando" em Concórdia - SC. Confesso que, vim para cá aberto ao que pudesse acontecer. Inclusive para a possibilidade de não dar certo e eu precisar/querer voltar para o Rio.

Conforme os dias foram passando, eu passei por aquele primeiro momento de adaptação, conhecendo a cidade, saindo com a Camila e com o Wallace, donos da casa onde estou hospedado, procurando emprego, e não conseguindo escrever uma linha sequer do livro. É... Pra quem (ainda) não sabe, eu trabalho numa história há mais de dez anos. Inclusive, famosa entre aqueles que sabem que estou escrevendo, mas nunca termino.

Dessa vez, eu me dei um desconto. Até comecei a querer me cobrar: "Você não está trabalhando no livro!", mas me dei conta de que era necessário passar pela adaptação inicial.

Foi pelo fato de não me punir psicologicamente por não estar trabalhando na história, que eu consegui escrever alguma coisa referente a ela (mais do que eu imaginava). Na verdade, rascunhar num bloco de notas. Algumas boas páginas desenvolvidas, prontas para serem melhoradas. Mas, isso nem se compara com o tanto que já foi descartado. O bom é que, com o tempo e a experiência, a gente aprende que o "descarte" de material é excelente para o escritor. Isso mostra que temos senso crítico de que não está bom o bastante para o nível de nossa história. Além de provar pra nós mesmos que sabemos onde queremos chegar, nos dá autonomia para entender que se aquela parte (por maior que seja) foge do nosso foco, sabemos tirá-la de jogo e escrever algo melhor.

Dá pra ler um pouquinho do andamento da história no Bloco. A folha em branco é um tipo de Roteiro, pra direcionar os fatos

Ultimamente, o que estava me atrapalhando bastante a escrever era a preocupação com minha estadia aqui. Com o tempo, o dinheiro vai saindo da conta, sem entrar nada (já que não havia recebido nenhum retorno sobre os curriculuns distribuídos) e ainda não resolvi nada sobre aluguel de casa ou compra de móveis e eletrodomésticos. Isso vai causando uma neura, sabe? Por mais que você saiba e sinta que não está sendo um peso para as pessoas onde está, mas é o senso de responsabilidade falando mais alto.

Meu plano inicial era, sim, ficar desempregado por seis meses para me dedicar exclusivamente ao livro, mas, isso morando na casa dos meus pais, tendo dinheiro guardado para esse período, sem grandes despesas. Não contava que me mudaria de Estado, tendo que encarar uma nova realidade nada "estável" (se é que me entendem).

Mas, creio que parte do "problema" já foi resolvido. Pois, desde semana passada, eu tenho ido à Secretaria de Educação daqui, e fiquei por dentro da Chamada Pública para professores da Rede Estadual de Ensino. Eram vagas remanescentes de professores que prestaram concurso e não compareceram para tomar posse das vagas. Sendo assim, eles chamam quem tiver formação ou esteja cursando a faculdade que habilita para cada disciplina, dando prioridade para os já formados.

Dentre todas as vagas, havia Ensino Religioso. Pouca gente sabe, mas eu sou formado em Teologia. Comumente, quem assume essas vagas são professores de História, Filosofia, Sociologia, que acabam "tapando o buraco" devido à escassez de gente formada nessa área específica, e, lá havia muitos interessados nas vagas. Mas, como a prioridade é para quem tem habilitação na área, a moça perguntou e eu fui o único a me apresentar.

Eu poderia ter pego cerca de 15 tempos em três escolas diferentes, mas eram longe e como eu (ainda) não dirijo. O que fez com que a moça me recomendasse não arriscar a me desgastar com transporte público toda semana para dar aula nessas escolas mais distantes. Assim, peguei 5 tempos numa única escola atrás da casa da Camila (onde estou hospedado). Chegando lá, a moça perguntou se eu tenho interesse em outras disciplinas, como Sociologia e Filosofia. E eu só respondi: "Claro! Podem contar comigo para o que precisar. Eu quero trabalhar.".

Então, é isso. Começo na segunda-feira, uma semana inteira de Seminário para os Professores, com 40 horas de duração, para iniciar o ano letivo. Eu sei que vou conseguir conciliar isso com o Projeto do livro. Eu sinto. Meu compromisso comigo mesmo é não abrir mão do meu objetivo principal por causa de qualquer emprego. Eu vou trabalhar para que o dinheiro não me falte, gerando recursos para a realização do meu projeto principal.

Se algum dia, vocês virem que eu estou perdendo o foco por causa de trabalho, por favor, me avisem, pois eu tenho coragem de largar tudo de novo, até acertar de vez e, finalmente, ver esse livro impresso.

Obrigado por lerem até aqui.
Um abraço!
Me desejem sorte.
Douglas =)

P.S.: Esse vídeo da JoutJout me motivou bastante, porque fala exatamente tudo o que eu acredito e tenho me inspirado a viver!






Sonhar + Projetar = Realizar


Quero escrever. Apenas escrever. Algo que faça sentido para mais alguém além de mim mesmo.

Às vezes eu me pergunto se escrever é algo "falido" nos tempos modernos, uma vez que as pessoas preferem assistir vídeos no YouTube ou acessar microblogs do que dedicar seu tempo a longos textos. Eu mesmo confesso que estou preferindo assistir Resenhas sobre os livros que leio do que ler as Resenhas, como fazia antigamente.

Certas vezes penso que nem tenho o que escrever, outras penso que existem diversos mundos dentro de mim, esperando para serem trazidos para fora.

Enfim... Não posso esquecer que a graça de ser escritor está no prazer da escrita, e não no improvável mérito que isso possa trazer.

Quem sabe, eu grave um vídeo por dia para descrever o meu processo criativo. Mas, para isso, terei que me desafiar a escrever todos os dias. Talvez eu possa registrá-los aqui para, lá na frente, quando estiver finalizando o processo de escrita, eu possa recordar minha trajetória.

Talvez, assim eu consiga. Mas, não posso (nem quero) desistir. Conto com a energia positiva de quem vier a ler esse pequeno desabafo sobre meus sonhos particulares.

Até a próxima atualização!

Douglas ;)


Escreva!


Sabe quando vem aquela vontade de escrever, mas parece que a gente não tem o que escrever? Sei lá! É como se no cérebro da gente se formasse um emaranhado em meio a muitos (ou a nenhum) pensamentos. Daí, a gente se pergunta: "O que fazer quando queremos colocar uma história para fora, mas tudo o que conseguimos é olhar para aquela página em branco com o cursor piscando na tela?". Admito. Eu mesmo entrava em uma grande crise existencial quando isso acontecia. Isso mesmo! "Acontecia". Hoje, isso não me afeta mais.

Eu havia aprendido no Curso de "Composição" que escrever é a etapa final de um longo e amplo processo de reflexão, e esse processo começa com uma ideia. Até aí, tudo bem. Só que a professora também disse que não adianta pegar uma folha em branco e simplesmente começar a escrever sem antes refletir no que pretendemos fazer pois estaríamos apenas "enchendo linguiça". Eu acabei aderindo essa regra para todo e qualquer tipo de escrita. Só que o curso (como eu já disse) era de Composição, e escrever uma história é diferente de escrever uma música.

É claro que é importante ter uma ideia de sobre o que iremos escrever, mas e naqueles dias que você QUER escrever, mas o seu cérebro não colabora nada muito? O que a gente faz? Fica refletindo sobre o que gostaria de escrever? Como? Se não temos nada em mente, caramba?! O fato é que enquanto eu seguia à risca o conselho da professora de Composição, eu preferia jogar o computador pra um lado, caderno e caneta para o outro e ir tirar uma soneca. Pensei até em desistir da escrita.

Até o dia em que conheci Anne Lamott (olha ela aí de novo), que me desvendou o segredo: "escreva".


"Mas, escrever sobre o quê?", você pode se perguntar. "Escreva sobre qualquer coisa.", ela diz. Que tal começar pela sua infância? Descreva suas recordações, tente descrever as pessoas, como elas eram, como se vestiam, o cheiro que tinham. Descreva lugares onde você já esteve, ou o próprio lugar onde você está enquanto escreve. O importante é deixar fluir (naturalmente) de você a escrita. Se você fizer isso todos os dias, chegará ao ponto de ser pouco afetado pela falta do que escrever.

Eu tenho aplicado isso no meu dia a dia como escritor e confesso que no começo não foi fácil. Eu pensava: "Mas, eu não quero escrever sobre a sala onde estou, não quero escrever sobre minha infância, quero escrever aquela história na qual eu tenho trabalhado todo esse tempo!". Mas, quanto mais eu pensava assim, mais a história ficava parada, sem ideias do que escrever.

Depois de muito relutar (e xingar aquela ideia tosca de escrever sobre qualquer coisa), fui vencido pela falta de forças. Resolvi aderir à ordem da (queridíssima) Anne. Passei a escrever sobre o que me viesse à mente em qualquer folha de papel que tivesse à mão. Enquanto eu fazia isso, era como se tirasse os entulhos do meu cérebro, ia despejando no papel aquilo que estava impedindo que as novas ideias viessem à tona e fossem transformadas em história.

Foi incrível! Quase terapêutico.

Depois que eu finalizava o texto, dava uma volta, bebia uma água, fazia um xixi e voltava para ler o que havia escrito. Em meio à toda aquela informação, é claro que tinha coisa que eu lia, pensava: "What?!" e deletava sem pena, mas sempre (SEMPRE) havia coisas boas de se ler em meio a tudo aquilo. Bastava organizar as ideias, acrescentar algumas frases, palavras, retirar outras, e "voilà!". Você escreveu um bom texto.

Quando eu aceitei o desafio de ter um Blog, pela primeira vez eu não tive medo de não ter o que escrever. Fiquei bem tranquilo em saber que se o bloqueio viesse, era só começar a escrever, desentulhar as ideias e depois, ler tudo, retirando as partes ruins e aproveitando aquilo que fosse digno de ser publicado.

Faço minhas as palavras de Anne Lamott. Quando vier o bloqueio, escreva!

Até amanhã.

Douglas.


A tentação de ser uma cópia

Eu confesso que durante a escrita da história da qual falei neste Post eu queria que ela fosse o próximo "Harry Potter", "As Crônicas de Nárnia", "O Senhor dos Anéis". Eu passei a ler os livros dos meus autores favoritos com um olhar hiper clínico, na intenção de pescar a forma como eles descreviam os objetos, as personagens, como davam ação à uma cena. Isso não seria ruim de todo se eu apenas os tivesse como inspiração e não quisesse copiá-los.

Eu queria ser os escritores que eu mais admiro. Mas só tem um detalhe: eles já existem.

O que fez piorar tudo na minha vida de escritor foi a noite em que tive um sonho onde a professora de literatura/produção textual (seja qual for o nome da disciplina, era uma aula onde escrevíamos nossos próprios textos), era ninguém menos do que a própria J. K. Rowling (Jo, para os íntimos - mas, como eu não sou íntimo, vou continuar me referindo a ela como J. K. Rowling. [Risos]).

No sonho, ela conversava conosco (os alunos) sobre sua forma de escrever, dando várias "manhas" de nosso texto ser do nível dos dela, e eu olhava para ela com total admiração, dialogava com ela, às vezes tirando dúvidas que eu nem tinha, só pra mostrar que eu estava interessado na aula. Enfim, tê-la como minha professora era a "benção" que faltava para que meu livro realmente se tornasse o próximo "Harry Potter". Não demorou para eu perceber que tudo aquilo não passava de um sonho e mesmo tentando voltar para ele quando acordei, era simplesmente impossível.

Fato é que depois daquilo eu não queria mais escrever igual a mim mesmo. Eu queria fazer jus ao sonho e comecei a tentar escrever como minha querida professora, J. K. Rowling. Vocês podem imaginar no que deu: frustração sobre frustração. Especialmente quando eu mostrava para minha sobrinha (e leitora de tudo o que eu escrevo), Caren, e ela via algo pouco nada original em tudo o que eu escrevia. Eu não copiava nomes, ideias, nada disso, só não era eu quem estava escrevendo. Minha identidade não estava naquelas páginas.

O que eu quero dizer com tudo isso é que se você quer escrever seu próprio livro, precisa saber que a graça está na própria escrita, no prazer de poder imprimir no papel um pouco de você mesmo, mas se você trocar toda a sua espontaneidade por árduos esforços para se parecer com seu ídolo, escrever vai se tornar algo muito (eu disse MUITO) desgastante, e ao invés de se deleitar em sua própria escrita, você irá se enfadar só de pensar em todo o trabalho que terá para produzir mais uma página imaginando que quem está escrevendo é aquele outro escritor (a quem você venera).


As pessoas que costumam ler o que eu escrevo, sempre comentam comigo o quanto se sentem atraídas pela leitura dos meus textos. Amigos vêm até mim contar que riram horrores diante de seu computador com os "causos" que eu conto em um outro Blog, especialmente sobre o período em que estava no internato. O fato de eu não querer escrever como eu mesmo fez com que eu perdesse minha essência, minha identidade, e isso por um longo período. Mas, depois que percebi onde estava errando, eu decidi dar um basta e aceitar escrever como escrevo. E como é bom ser quem eu sou, e ainda poder usar as palavras para me expressar como só eu mesmo sei fazer!

Se meus escritos forem lidos por pucos, ou servirem para registrar algo apenas para mim mesmo, ficarei feliz. Se eles forem lidos (e se tornarem o próximo Harry Potter - o que, hoje, eu não faço a menor questão), ficarei feliz do mesmo jeito, porque o prazer de escrever está na própria escrita.

Até amanhã!

(Im)perfeito de mais para ser um escritor

O ano era 2007. Eu estava na casa de minha irmã. Ela me trouxe o manuscrito de uma história que estava idealizando. Era algo extremamente rústico, apesar de haver ali boas ideias para uma história. Eu não conseguia visualizar as cenas devido a falta de detalhes, a maioria das personagens era muito caricata.

Ela pediu minha ajuda para que a história pudesse melhorar e, durante toda uma tarde eu despejei minha criatividade naquele manuscrito. Eu tinha 16 anos, minha criatividade estava à flor da pele e minha irmã adorou tudo o que eu havia escrito. Só que para todo elogio, existe um “porém”, e quando esse “porém” veio, eu tive imediatamente um grande bloqueio criativo.

Creio que um perfeccionista quando criticado tem reações não muito legais. Naquele tempo, eu ainda não sabia muito bem como lidar com as críticas. Afinal, quando escrevemos, mesmo que uma ficção, colocamos no papel um pouco de nós mesmos, nosso coração está naquelas páginas e, quando o que produzimos é criticado, é como se criticassem quem nós somos (aprendi isso com a querida Anne Lamott). Isso é uma grande verdade.

Aquele bloqueio me fez rejeitar tudo (eu disse TUDO) o que eu mesmo escrevia. Parecia que nada bom poderia sair de mim novamente. Aquilo durou muito tempo. Tempo suficiente para que eu me mudasse do Rio de Janeiro para estudar em um internato em Belo Horizonte (MG), onde aquela história ficou completamente esquecida.

Durante aquele tempo, eu tive contato com um novo mundo. Meus amigos eram pessoas de diversos estados do país (e até de outros países). Algumas disciplinas complementares (entre elas, “Composição”), me ajudaram a evoluir em minhas técnicas de escrita. O melhor de tudo é que, ali, nossa arte era exposta e extremamente criticada pelos professores e, principalmente, por meus próprios amigos.

Foi assim que eu comecei a aprender a lidar com as críticas. Tanto as boas quanto as ruins.

Apesar de meu gosto ter ficado mais refinado no internato, eu fiquei um pouco (muito) neurótico quanto às coisas que eu escrevia. Por ter aprendido um “padrão” para a escrita, eu agora exigia que tudo meu (e até das pessoas ao meu redor) seguisse aquele padrão, e o que fugisse daquilo não estava bom. Foi dessa forma que eu mesmo cortei as asas de minha criatividade. Pois a criatividade não se encaixa em uma caixinha. Já dizia o grande Albert Einstein que “a criatividade é a inteligência se divertindo”, e se você padroniza a criatividade, ela deixa de existir.

Foi depois de muito choro, lamento e pedidos incessantes de minha irmã que eu decidi retornar à escrita daquela história. Havia se passado seis (eu disse SEIS) anos. O ano, agora, era 2013.

Era a este ponto que eu gostaria de chegar.




Desde o momento em que decidi retomar a escrita, mesmo vendo em mim muitas limitações, um leque se abriu para mim (imaginei a Nani People! Kkk... Vou mudar a comparação). Desde que retomei a escrita daquela história apesar de minhas limitações, novos horizontes se revelaram diante de mim e, na prática, eu fui aperfeiçoando minha escrita.

Hoje, ainda estou no processo de aprendizagem para ser um bom escritor e decidi que deveria compartilhar aqui um pouco do muito que aprendi em um ano, sobre escrever meu próprio livro, para que se você também deseja fazê-lo (mas também se vê como eu me via), você possa ter suas neuras dissipadas, assim como a maioria das minhas foram.

Não sou um escritor perfeito. Aliás, sou eu meu próprio editor de conteúdo. Mas, não poderia deixar de compartilhar com quem precisa aquilo que aprendi de bom nessa caminhada "dando uma de escritor". Espero que os muros onde eu quebrei a cara sirvam para que vocês não precisem esperar por seis longos anos para ver uma história sua tomando vida.


Ao longo deste mês, vou postar especificamente sobre as neuras que você deve perder para ser um escritor. É claro que vou contar como eu perdi muitas das minhas.

Você acha que tem um livro dentro de você? Então, prepare-se! Vou tentar ajudar a colocá-lo para fora.

Até o próximo Post!

Está dando certo!


Há quanto tempo eu não posto alguma coisa aqui?! Meu Deus! Lembro que da última vez que me sentei à mesa de minha casa para dizer como me sentia, compartilhar minhas frustrações com vocês, minha vida tinha um foco de esperança, de tempos melhores que estavam por vir... Só não imaginava que tudo aconteceria tão rápido que eu não teria tempo de passar aqui para contar, ou não teria vontade de pausar tudo o que tenho vivido para tentar encontrar palavras que tentassem traduzir o que tenho vivido, pois creio que as palavras muitas vezes limitam a amplitude, a dimensão das coisas.

Estou feliz. Desde que comecei no emprego novo (após seis meses desempregado) tenho dado o melhor de mim. Acordando e dormindo muito cedo para conseguir dar conta de tudo com disposição. Me sinto valorizado no Colégio onde estou trabalhando e não sinto vontade de passar meu dia em outro lugar se não aqui, pois consigo dar conta de minhas atividades e ainda ter tempo de parar alguns minutos para escrever esse texto e fazer alguma outra coisa, como deveres da Pós-graduação. É... Eu comecei. Amanhã fazem quatro semanas desde que comecei a Pós. Nada planejado. Simplesmente aconteceu e tem dado certo. E como é bom encher a boca pra dizer isso: ESTÁ DANDO CERTO!

Cada dia trabalhado, tempo investido, problema resolvido, tudo é compensado por se estar feliz! É claro que apesar disso me sinto num pequeno estágio de bloqueio criativo em relação ao livro, mas não pensem que o prazo mudou. Independentemente de estar conseguindo escrever agora eu estou firme na data. Até Janeiro o livro precisa estar concluído, apenas para últimos reparos. É que a vida real está tão boa que não me sinto tentado a entrar na fantasia do que escrevo. Mas preciso voltar a forçar a imaginação!

Essa semana eu li um artigo com uma escritora tão jovem quanto famosa e ela dizia que se queremos ser bons escritores precisamos ler mais do que escrevemos. E isso eu tenho feito. Estou lendo todo o meu estoque de livros. Livros que antes eu abandonava, deixava lacrados no meu guarda-roupas, pelo simples fato de ter, agora estão sendo folheados (página por página) enquanto os leio. O mais recente foi "A Elite" (da série "A Seleção"), que deixou a desejar. Agora estou quase terminando "O ladrão do tempo" de John Boyne (autor de "O menino do Pijama listrado"), que está sendo o primeiro livro mais grosso que Harry Potter que eu já li. Estou adorando, mas doido pra terminar! Fazem duas semanas que comecei, mas parece uma eternidade.

Acho melhor parar por aqui, pois há tanto a se contar que vocês vão se cansar de tanto ler. Espero que o fato de estar demorando a postar aqui no Blog não os impeça de seguirem me apoiando nele, ok?! Desejo tudo de bom para todos!

Abração!!

Me sentindo um escritor...


Não sei se foi por ter escrito um Post especial sobre a Sexta-feira 13 da última vez que postei aqui no Blog, mas, desde que o fiz o Blog está desatualizado. Contudo, sei que não é por conta de azar. Também sei que não é por falta de ideias, nem por falta de vontade de escrever. Na verdade, escrever é o que eu mais tenho feito por esses dias, desde bem antes do último Post. É que eu estou me dedicando ao meu primeiro livro oficial! (som de palmas).

Quando falo assim sinto que muita gente acha que é a emoção falando mais alto e que será só uma fase de um projeto que não vai dar certo (Juro que sinto quando as pessoas não acreditam em mim! JU-RO!), mas esse projeto já vem se desenvolvendo desde 2007, ou seja, cerca de sete anos, e com isso vem se aperfeiçoando à medida que eu mesmo venho me aperfeiçoando como escritor.

É claro que não sou um escritor perfeito! Vocês podem concluir isso pelos textos aqui do Blog, mas quando eu olho para o Douglas que escrevia há sete anos, sinto que está na hora de o livro ser finalizado. Antes, eu só tinha dois capítulos escritos. Capítulos que foram modificados e melhorados ao longo desses sete anos, mas desde o início deste ano (2014) escrevi até o capítulo 10, e estou revisando antes de prosseguir com a história. Mas a sensação é de que desta vez sai!

Há uns Posts atrás eu escrevi aqui sobre não ser o suficiente começar um projeto, e sobre a necessidade de concluí-los. Me dei o prazo de Janeiro de 2015 para a conclusão da história e, nem que eu passe noites em claro escrevendo, ele estará pronto no prazo!

O melhor de tudo é que tenho sido surpreendido com a aparição de pessoas que realmente se interessam pela história e que curtem meu jeito de escrever, que se identificam com personagens criados por mim e que leem minha história com a curiosidade de saber o que virá no capítulo seguinte! Isso me emociona!

Além de admiradores também tenho encontrado investidores. Pessoas que, por acreditar em mim, se comprometeram oficialmente a investir financeiramente com a quantia que for necessária para que a publicação do livro aconteça.

Não tenho palavras para explicar o que se passa na minha mente! Tudo o que eu quero é concluir a história e segurar meu livro nas mãos! Já tenho sonhado com a história, como se eu estivesse nos corpos das personagens! Isso é mágico! E está acontecendo comigo! Impossível descrever, portanto, não me peçam para fazê-lo (por favor!).

Só quero me desculpar se nessas idas e vindas eu precisar demorar um pouco entre uma postagem e outra, pois escrever aqui (mesmo que seja um prazer) demanda tempo e criatividade, o que eu preciso investir no livro neste tempo. Em breve postarei novidades aqui e, quem sabe, compartilhar com vocês a possibilidade de comprar um exemplar ou até mesmo de ganhá-lo. Respeito blogueiros sérios, porque eu sou um deles, né?!

No mais, peço para que torçam por mim com todas as suas forças, para que eu conclua essa história que, modéstia à parte, está incrível! Nem eu acredito que sou eu quem a estou escrevendo! É um presente vindo de Deus para mim!

Desejo a todos muita inspiração, criatividade e determinação para dar o primeiro passo para a realização de seus sonhos e projetos arquivados, para que possam experimentar essa surpresa que é ver tudo conspirando para que você veja seu sonho se tornar uma realidade, um projeto concluído!

Até o próximo Post!
Doug ;)

Não basta começar, tem que terminar.


Acabei de assistir ao vídeo de uma cantora da qual sempre gostei, onde ela une sua vida, história, opiniões, sentimentos, trabalho e a concepção de seu primeiro CD solo, com canções (as quais ela chama particularmente) dela.

Ela diz que gerou aquele filho por dois anos, e as composições, muito bem pensadas e estruturadas nasciam especialmente em seus momentos de melancolia. Não se considera uma pessoa triste, mas aproveita a tristeza, os dias mais introspectivos, solitários, para criar suas lindas canções. Ela sabe aproveitar seus momentos. Tudo isso resultou em um álbum com a impressão digital, a identidade dela.

O fato de ela se referir aquele CD como um filho que nasceu, um projeto finalizado, um trabalho concluído, me deixou com muita vontade (quase uma necessidade) de seguir pelo mesmo caminho, compor minhas próprias canções, escolhendo cuidadosamente cada palavra, obedecendo ao ritmo de todo o processo, respeitando o tempo necessário para que nasçam todas as canções que comporiam meu primeiro projeto autoral, que futuramente poderia ser produzido e gravado em forma de CD.

Outro projeto, que me parece mais possível, mais próximo da minha realidade seria escrever meu livro. A escrita é um dom que se desenvolveu em mim ao longo dos meus anos de vida. As pessoas ao meu redor percebem minha habilidade para a escrita. Inclusive, ontem, recebi a notícia de que meu TCC recebeu a nota máxima e foi encaminhado para a Biblioteca da Faculdade. Nas palavras de uma amiga minha, "Um trabalho vai para a biblioteca de uma universidade/faculdade quando ele é considerado fonte de pesquisa necessária para acrescentar conhecimento à outras pessoas que buscarem algo na sua linha de estudos. É também escolhido por se tratar de conteúdo relevante e significativo para o assunto/tema. Ou seja, seu trabalho agora torna-se uma referência para todos os demais que precisarem consultar sobre o tema que você 'dissertou'".

Pra falar a verdade, eu também gosto muito do meu próprio jeito de escrever, e cheguei a um ponto onde é impossível ler qualquer livro (ou Blog) sem analisar as peculiaridades de cada escritor, elogiando as sacadas, criticando alguma coisa e me colocando em seu lugar, pensando: "Como eu escreveria caso aquela história fosse minha?". Isso, além de captar o que posso aproveitar do jeito como cada um escreve, para melhorar minha própria forma de escrever e assim, aos poucos, ir encontrando minha identidade como escritor.

Mas, antes de iniciar um novo projeto, um novo livro, dando vida a uma nova história, a novas personagens, me sinto numa dívida com os livros da minha irmã. São tantos anos aos quais venho inconstantemente ajudando-a a dar vida aos seus dois livros! Já me dediquei bastante a cada um deles. O que eu mais gosto, então, está no capítulo 10, e creio que também serão vistos como projetos concluídos dos quais eu fiz parte. Porém, sinto que preciso me dedicar novamente, inclusive, pedir opiniões, ajuda, modificar tudo e qualquer coisa se for preciso, para que ao final ele esteja perfeito para mim, concluído, sem mais nada a acrescentar.

Dei a mim mesmo como prazo para conclusão desses projetos (os dois livros da minha irmã) JANEIRO de 2015. Essa é minha meta final. E eu vou cumpri-la. Torçam por mim!

E vocês, têm seu próprio projeto?