"Ânimo! Cadê você?!"
A humanidade de ouvir
Se tem uma coisa que eu não sou, é objetivo. Esse, definitivamente, é um adjetivo que não me cabe. Salvo em situações muito específicas que envolvam demissão. Aí eu consigo ir direto ao ponto, sem dar voltas e voltas em diversos assuntos.
Mas, hoje, eu acho que vou precisar ser um pouco mais objetivo, afinal, já passa da meia-noite.
O dia, hoje, tinha tudo para não ser nada produtivo.
Acordei, tomei meu banho, arrumei minha cama e logo fui fazer o almoço (por volta das 9h30). Apesar da grande variedade de coisas que fiz para o almoço, tudo ficou pronto às 11h45m. Almoçamos cedo e isso me dá uma sensação de que o dia (a tarde) rende um pouco mais.
Após o almoço, peguei umas contas para pagar (pela conta do meu pai, porque eu não tenho um tostão furado para pagar sequer as minhas próprias contas) e, diante do computador, fui inventar de responder à minha amiga Carol, que perdeu a irmã recentemente (há cerca de um mês).
Foi ótimo poder servir como um amigo leal, um bom ouvinte (ou leitor, dependendo do ponto de vista), e estar ao lado de uma amiga que precisava de mim. O problema é que falar sobre luto, sobre perda de alguém amado, mexeu um pouco comigo, e eu acabei perdendo o ânimo para fazer qualquer outra coisa a seguir. Foi como se eu precisasse recuperar minhas forças após a conversa.
Mas, aprendi que amizade verdadeira é assim: A gente guarda nossa tristeza no bolso para cuidar da tristeza de quem amamos. Vem sendo assim desde que a Carol perdeu sua irmã. Eu já estava passando por todo o processo de internação e correria com a minha mãe, mas, não quis que ela soubesse. Chegando do hospital, após uma vivência numa Escola no Cosme Velho (RJ) para a qual eu nem fui selecionado, fui visitar minha amiga, pois sabia que ela precisava entender que poderia contar comigo.
Mais uma vez, me dei algum tempo. Fui para a sala, assisti TV e fiquei navegando pelas Redes Sociais. Quero dar um tempo (preciso). Tenho perdido muito tempo distraído nas Redes Sociais, com absolutamente nada relevante. Assisti ao Jornal Hoje, com meu pai, à novela "Chocolate com Pimenta", que está na reta final, o filme que passou na Sessão da Tarde foi "Como se fosse a primeira vez", e emendei em "Mulheres Apaixonadas".
Quando começou a novela das 18h, eu me levantei e propus ao meu pai jantarmos mais cedo. Ele concordou, então eu já comecei a mobilizar as coisas para o jantar.
No momento em que eu ia colocar o filé de peixe na panela, alguém chamou. Era a vizinha que perdeu a mãe recentemente (falei dela nesse texto aqui). Ela e o filho vieram procurando por minha irmã, mas ela não estava aqui.
Os convidei a entrar e ela disse que não demoraria, mas eu não estava com pressa. Chamei meu pai e ficamos ali, à mesa, ouvindo tudo o que ela tinha para contar sobre o momento de perda. Pudemos também falar um pouco sobre nossa experiência e me coloquei na condição de ouvinte empático, escutando atentamente, demonstrando interesse e fazendo perguntas para reforçar o assunto, ou abrir parêntesis para novos assuntos.
Eu senti que ela precisava conversar, colocar para fora, desabafar, se sentir compreendida por pessoas que estavam passando por algo semelhante ao que ela tem vivido mediante a perda.
O jantar esfriou e fomos comer lá pelas 21h, quando eles foram para casa.
Foi uma conversa muito leve, fluida e boa, onde ambas as partes se sentem compreendidas e acolhidas.
De quebra ainda tive diversas lembranças de infância, de quando eu ia lá na casa dela, assistir VHS e DVDs, quando aqui em casa ainda não tínhamos condições de ter esse tipo de aparelho. Foi como fazer uma viagem no tempo. Uma boa viagem a um lugar interior que eu não acessava há muitos anos.
É incrível perceber como as pessoas nem sempre sabem sobre as boas marcas que deixam em nossa vida, assim como a gente não sabe de todas as marcas que deixamos na vida das pessoas, sejam boas ou ruins. Precisamos fazer o bem nas pequenas ações, e eu fiquei feliz por receber uma vizinha aqui, hoje, para conversar. Deu uma movimentada na noite, afinal.
Em seguida, senti um ânimo descomunal. Vim para o quarto, liguei o notebook e fui fechar as tais artes que já comentei aqui por diversas vezes, mas que não estavam caminhando muito (os pequenos passos que mencionei em textos anteriores). Em menos de DUAS HORAS, eu consegui fechar tudo e fazer o upload na nuvem para enviar ao cliente. Havia coisas que minha mente não estava processando ao longo de todos esses dias e que, num estalar de dedos, eu consegui pensar e falar: "Parecia que isso daria um trabalhão!" Como a mente da gente é... A minha não estava bem, a ponto de eu não conseguir raciocinar logicamente. É muito importante que nossa mente esteja bem, equilibrada, para que as coisas fluam.
Enquanto o arquivo carregava, decidi abrir essa aba e escrever sobre o meu dia. Pensei que não conseguiria escrever hoje, mas, graças a Deus, estou cumprindo com minha meta de hoje.
Quer dizer que, quando eu pensei que não renderia em nada, por ter dado prioridade a outros seres humanos que precisavam da minha atenção sincera, na verdade, eu estava fazendo exatamente o que deveria fazer. Era lá, naquelas conversas, que eu deveria estar, sentindo as horas passando, sentindo as "obrigações" paradas, mas vivendo a essência do que é ser humano. Afinal, sempre acreditei que a prioridade da vida humana não pode, nem deve ser o trabalho, mas as pessoas. Meu pai sempre discordou de mim, mas, não acredito que seja coincidência o fato de que justo hoje os dois relógios de casa pararam. Eu não deveria me prender no horário, deveria viver, e isso me fez fluir no trabalho.
Agora, eu vou me organizar para os próximos pontos que precisam de atenção amanhã. Ainda não estou com sono, mas já pensando em me preparar para dormir. Quem sabe, amanhã, finalmente eu consiga acordar mais cedo.
Por hoje é só isso.
Douglas ;)
De tudo um pouco
Hoje é domingo. Véspera do dia dos namorados. Foi um dia comum, porém, não foi um dia ruim.
Minha experiência com o Twitter não costuma ser muito boa. Na grande maioria das vezes, minha sensação é a de estar falando sozinho. Mas, quando a gente vai nos assuntos do momento e encontra um assunto que nos interesse, fica mais fácil interagir com desconhecidos, porém, desconhecidos que têm interesses parecidos com os nossos. Assim, descobrimos gente legal para começar a seguir e até ganhamos novos seguidores.
Mesmo com essa boa experiência com o Twitter, eu sinto que preciso me desconectar um pouco do meu smartphone. Não é que eu fique o tempo todo conectado às redes sociais. Eu tenho conseguido ler, tenho conseguido assistir programas na TV, também tenho cumprido minhas obrigações domésticas, como preparar as refeições, lavar a louça e arrumar meu quarto. Mas, quando penso em pegar meu notebook para trabalhar nas minha devidas obrigações (citadas no texto anterior), eu acabo me desmotivando. Começo a mexer no smartphone e o notebook fica ali parado.
Apesar de ter caminhado um pouco mais no Conto, que ainda não tem previsão de lançamento, eu não estou muito motivado para me dedicar à escrita de longo prazo. Em contrapartida, estou amando essa retomada desse Blog, onde eu apenas falo sobre minhas próprias amenidades e pensamentos aleatórios.
De qualquer forma, decidi que amanhã será meu retorno ao trabalho. Vou acordar bem cedo, me organizar, como se fosse trabalhar em uma empresa (a minha) e colocar o máximo de minhas obrigações em dia. Eu preciso disso ($).
Hoje, minha cunhada (Juliana, irmã mais nova do Rodrigo) me mandou mensagem pedindo ideias de nomes para seu novo empreendimento de doces artesanais, sobremesas como cookies, brownies. Semana passada estávamos juntos e eles estavam pensando em possíveis nomes. Falei com ela que o ideal seria pensar nas possibilidades do que poderia ser usado de forma temática. Eles haviam pensado em "Doce Terapia", fazendo referência ao fato de comer doces ser algo meio terapêutico. Mas, quando falei sobre "Doce Magia", ela respondeu com um AMEI. A ideia é poder usar referências como Walt Disney e Harry Potter, para que as pessoas consumam os produtos não apenas pelo doce, mas pela imagem, por se identificarem com as personagens.
Fiquei empolgado para iniciar esse projeto, mas, preciso concluir os que já estão em andamento, antes de iniciar um novo.
Outra coisa que marcou meu dia de ontem foi ter atendido à ligação de um escritor que irá publicar o primeiro livro. Ele precisava de ajuda, orientação para saber quais caminhos poderia seguir na divulgação de seu projeto. Para mim, que sempre quis oferecer algum tipo de mentoria para quem deseja escrever e publicar seus livros, foi uma conversa capaz de trazer algum tipo de realização pessoal. Alguém estava me vendo como uma possível referência (mesmo por algumas horas), querendo aprender um pouco mais acerca de um caminho que eu já percorri.
Infelizmente, o rapaz chegou com muitas crenças prévias que iam de encontro às minhas experiências práticas. Por mais que eu tentasse explicar algumas questões relacionadas às práticas de editoras que mais se parecem com o processo de auto publicação, porém, cobrando do escritor uma quantia prévia e recebendo metade dos lucros dele pelas vendas futuras (sem qualquer garantia de apoio para que essas vendas aconteçam de forma efetiva), ele já estava com o pensamento formado e tinha certeza de que havia tomado a melhor decisão.
Em momento algum minha intenção foi convencê-lo a rescindir o contrato com a "Editora", mas mostrar a ele que há caminhos mais efetivos para receber o retorno que ele pode precisar para se manter publicando, para não se frustrar (como eu já vi pessoas desistindo da carreira de escritores por não terem conseguido o resultado que esperavam antes da primeira publicação de livro físico).
Felizmente, ele aderiu a algumas de minhas sugestões, especialmente quando eu contava com todos os detalhes sobre como havia sido minha experiência ao aplicá-la na minha vivência como escritor iniciante e independente.
Confesso que não foi uma conversa muito fluida e leve para mim, pois eu precisava ouvir muitas "certezas" dele e pensar em como eu poderia apresentar meu ponto de vista contrário, sem passar a impressão de estar discordando por discordar, por querer mostrar que sei mais (porque minha intenção não é essa). Mesmo assim, ao fim da conversa, o saldo foi positivo, pois ele relatou quais conselhos meus chamaram sua atenção a ponto de desejar usar no seu projeto.
Quem sabe, um dia, eu engaje nessa vida de agente literário e marketing editorial. Mas, eu sou muito bobo. Não consigo pensar que existem pessoas sonhando em publicar seus projetos e cobrar o preço absurdo que as agências cobram. Acabo fazendo por gostar dessa função. Me sinto útil, realizado enquanto ajudo.
Voltando a falar sobre hoje, acordei, fui para a sala, quando a fome começou a apertar, eu fui tomar meu banho e colocar uma roupinha digna de ir à rua. Até peguei meu Kindle e meu caderninho de anotações, pensando em me sentar em algum lugar, pegar um ônibus, ou apenas perceber que o lugar onde meus pais moram é péssimo, e não tem opção alguma para quem quer sentar e ler um livro. Foi exatamente a terceira opção a que aconteceu.
Percebi que havia muitos pontos de frango assado disponíveis pelas esquinas. Fui ao mercado e comprei algumas coisinhas pra um almoço digno (kkk) e passei no frango assado para comprar um. Mais uma vez, a moça que atende no caixa revirou os olhos com real satisfação e comentou sobre meu "perfume". É muito engraçado como as pessoas reagem ao cheiro do óleo essencial que eu uso, perguntam a marca, mas essa moça é a melhor de todas, porque parece que ela está sentindo as reações que o óleo promete (entre outras, ele é afrodisíaco). Enfim... Recebi um elogio pelo meu cheiro hoje, de novo.
Deu até vontade de reler o livro. Lembrei de 2016, quando fui assistir sozinho, no cinema, ouvindo as pessoas ao redor fungando de tanto chorar.
Depois disso, meu pai chegou de viagem, trazendo minha tia. Comecei a fazer o jantar, para adiantar meu lado. Herdei o tablet que havia dado de presente à minha mãe, e tenho preferido cozinhar assistindo os canais ao vivo do Globoplay do que ouvindo a "JB FM" e a "Antena 1", como de costume. Assim, assisti ao "Domingão", enquanto cozinhava.
Minha tia gostou muito do jantar. Elogiou muito enquanto comia e até repetiu! Fiquei feliz por isso. É incrível como pequenas ações positivas têm o poder de mexer com nosso humor e autoestima.
A noite passou rapidamente. Não demorou para meu celular vibrar com a notificação de e-mail do Rodrigo.
Sim, ele ainda está fora, incomunicável. Mas, deixou alguns e-mails programados com links de vídeos, onde ele fala comigo como se estivesse falando em tempo real.
Hoje, eu chorei bastante enquanto assistia ao vídeo. Foi curtinho, mas a saudade apertou tanto! Esse tempo está sendo (e eu sei que ainda vai continuar sendo) um grande desafio pra mim. Mas, eu gosto tanto dele. É alguém que, antes de tudo, se tornou um grande amigo pra mim. Alguém que me fez olhar pra mim mesmo, ao invés de só olhar para quem está ao meu redor. Ele me faz sentir mais motivado, me inspira, sua companhia e companheirismo me fazem querer me tornar alguém cada vez melhor. E assim, a cada dia eu tenho mais certeza de que eu o amo. Como alguém que torna minha vida mais feliz, com mais significado, que me dá mais capacidade de acreditar em um futuro feliz, sem solidão.
É claro que a gente briga, que a gente se desentende, discute, mas... É nessas horas que eu tenho ainda mais certeza do quanto eu o amo. Porque sinto vontade de resolver logo nossos desentendimentos, pra gente poder voltar a sorrir junto, a conversar sobre toda e qualquer coisa, voltar a fazer o bem que faz um ao outro.
Bem... Confesso que, no início desse texto eu nem sabia sobre o que falaria hoje, mas... Acabou se tornando um texto sobre um monte de coisa.
Por hoje é isso. Espero que amanhã eu finalmente consiga retomar minhas obrigações. Eu vou me esforçar.
Douglas ;)
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Vou deixar aqui uma Playlist minha de 2016, já que me lembrei dessa época:
Sobre o sábado e meu direito de existir
Acordei, tomei meu banho, arrumei meu quarto e comi alguma coisa. Grelhei umas iscas de peito de frango e comi uma laranja.
Assisti ao "É de casa" que, por sinal, está muito bom com os apresentadores atuais (o que não inclui a forçada da Patrícia Poeta) e, de repente, já é meio-dia.
Vou me dar mais esse fim de semana para cuidar da mente. Fazer alguns nadas, antes de voltar a me dedicar às coisas na minha checklist.
Tenho muitas coisas a fazer. Estou me preparando psicologicamente para isso. Quem sabe, mais tarde, eu comece a rascunhar o que preciso fazer.
Algumas dessas coisas são bem repetitivas, operacionais, como fechar artes para impressão. Mas, é um trabalho necessário.
Tenho um trabalho de faculdade para fazer (não da minha faculdade, mas de alguém que me pagou para fazer), e também tenho uma nova identidade visual para criar.
Estou prometendo para mim mesmo que, segunda-feira será um recomeço. Me dei esse direito.
Não estou esperando grandes coisas desse dia. Apenas que seja um dia sem más notícias. Um dia comum, estável. (Se vierem boas surpresas, serão muito bem-vindas).
Antes de ir, quero apenas registrar que, ontem, uma pessoa (mulher, preta, de Campos dos Goytacazes) zombou com um "Bem feito", em resposta a um comentário meu sobre ter tentado denunciar as postagens do "Pastor" André Valadão, falando sobre odiar a homossexualidade.
Eu pensei em várias formas de responder à zombaria dela, mas não queria atacá-la, afinal, não acredito que possamos vencer o ódio e a intolerância usando ódio e intolerância. Queria contra-argumentar usando a estratégia do amor (que deveria ser a base da fé cristã).
Falei que é lamentável alguém cuja ancestralidade foi ferida e doutrinada para ser subjugada por um "cristianismo europeu", hoje, se unir a eles para zombar de quem só quer ter o direito de existir, sendo quem é. Não é possível mudar nossa sexualidade. Deus nos fez assim. "É difícil pra vocês amarem a gente, né?", perguntei. Lamentável.
Eu ia falar que é impossível mudar sexualidade, assim como é impossível mudar a cor da pele, e que pelo mesmo motivo, muitos ainda são perseguidos, segregados, assassinados. Por serem quem são. Mas, eu preferi não usar esse argumento, pois não queria que ela se sentisse atacada. Não queria dar qualquer brecha para ela mudar o foco da conversa, como se eu estivesse sendo um racista.
É triste demais ler esse tipo de ignorância.
Deu muita vontade de responder, mas não quero mais render esse assunto. Prefiro que ela pense que fiquei sem argumentos.
A verdade é que nós, LGBTQIAP+ não queremos impedir ninguém de ser hétero, de ter suas famílias, de serem felizes. A nossa existência não visa destruir a existência alheia. A gente só quer viver e ter o direito de ser feliz, do jeito que a gente é.
Eu poderia dialogar a apresentar vários pontos, sabe? Mas, prefiro me calar. Espero que a vida ensine esse tipo de gente. Deve ser alguém muito infeliz, pra não conseguir suportar a felicidade das outras pessoas.
Desejo que o amor de Deus a alcance, algum dia. O mesmo amor que me alcançou e me fez entender que a Bíblia, a Lei, sem amor, não serve de nada.
Por hoje é isso ;)
"Me liga", "Urgente", "Agora", "Por favor".
O desafio de entender o que sinto
Sempre imaginei que a ligação que mudaria minha vida seria boa, um convite para fazer parte de algo grandioso, uma oportunidade única.
Hoje é quinta-feira, feriado de Corpus Christi. Faz uma semana desde o dia que recebi o telefonema da minha irmã, comunicando a partida do meu maior amor: minha mamãe.
Diria que foi essa a tal ligação, mas não quero acreditar que a ligação que mudou minha vida seja uma carregada de tamanha perda.
Depois de uma semana me mantendo estável emocionalmente, ontem foi o dia que não quis me levantar, não quis abrir as janelas do quarto, não quis arrumar minha cama, não quis ligar o computador, e tudo bem.
Os sentimentos estão um pouco confusos nesses dias. Eu não sei se essa fossa se deu pela data (uma semana sem minha mãe), ou por algum outro fato que esteja acontecendo e acaba se misturando com esse sentimento que está aqui, devido ao luto.
Infelizmente, a pessoa que eu pensei que estaria ao meu lado nesse momento de perda, não pode estar. Meu noivo, Rodrigo, está em um retiro espiritual e vai ficar incomunicável por duas semanas. Ontem, quando tentei desabafar essa frase com ele, ele ficou um pouco chateado. Entendeu que eu estivesse dizendo que ele não estava ao meu lado. Mas, ele esteve, sim. Ele veio aqui na casa dos meus pais, dormiu aqui pela primeira vez, permaneceu comigo o tempo todo. Só que, até ontem, eu não havia estado tão fragilizado, e justamente ontem, eu não poderia tê-lo comigo.
Meu pai é barbeiro há mais de 50 anos. Depois que se aposentou e fechou as portas de seu salão, continuou atendendo aos clientes antigos (e até novos) na varanda de casa.
Ontem, pela manhã, eu escrevia em meu caderno, sentado no sofá da sala, e ouvi meu pai conversando com um cliente, enquanto cortava seu cabelo. Eles conversavam sobre o fato de meu irmão ter abandonado os estudos e ter se dado muito bem na vida. Meu pai falou sobre a casa do meu irmão, sobre a pequena frota de caminhões pipa que ele tem, e como ele o ajuda financeiramente.
O cliente falou que realmente existem pessoas que se deram muito bem na vida e que não seguiram nos estudos. Deu o exemplo de um conhecido dele que trilhou o mesmo caminho, e perguntou pelo filho mais novo do meu pai (eu).
Meu pai respondeu que eu sou o filho que mais estuda. "Bacharel em Teologia". Uma fala antiga, de quando eu concluí minha primeira graduação, em 2011, e ainda era da Igreja Evangélica, Missionário, que acreditava que poderia viver pelo meu chamado ministerial.
Ao ouvir aquela fala, eu acessei um lugar interior que não visitava há tempos, e não imaginava que ainda me afetava tanto.
Eu sou o filho que mais estudou. Além de Bacharel em Teologia, como meu pai falou, sou licenciado em Pedagogia, Pós-Graduado em Gestão Pedagógica e estou cursando Recursos Humanos. Apesar disso, sou o filho que está desempregado desde fevereiro, que ainda não tem casa, carro, não tem sequer habilitação, o filho que mora com os pais e pra quem o pai deixou R$50,00 antes de viajar.
Minha tendência natural não é me enxergar assim. Mas, eu sei que na balança do meu pai o que mais vale é a estabilidade financeira.
Pelo meu olhar, eu sou o filho que mais se comprometeu com o meio religioso, mas que foi rejeitado por ele e precisou reconstruir a própria vida após a primeira graduação. O filho mais obediente, que sempre ouviu dos pais que os estudos eram o melhor caminho para a estabilidade, para ser alguém na vida, e que, por isso, não abandonou os estudos, pois queria ser o primeiro a dar aos pais o orgulho de ter um filho formado.
Pelo meu olhar, eu sou o filho que saiu de casa para morar sozinho por duas vezes, mas que ouviu da família que não precisava daquilo, que a casa dos pais era grande e que havia espaço suficiente para ele. Também ouvia da família que sua mãe precisava dele, que ela ficava muito feliz quando ele estava com ela, de um jeito que mais ninguém conseguia deixá-la.
Sou o filho que foi em busca de seus sonhos, apesar de nenhum deles ter sido lucrativo. O filho que acredita que o dinheiro é uma consequência de fazer a diferença no mundo, um meio para se viver bem e poder dar continuidade na realização de nossos projetos, e não um fim em si.
Agora, enquanto escrevo, eu tenho certeza do quanto esse episódio mexeu comigo. Talvez não tenha sido mesmo só pelo luto, mas o acúmulo de pensamentos. Pensar que não tenho mais minha mãe aqui, pensar que não terei o Rodrigo pelas próximas semanas, pensar que não tenho condições de sair, de me comprometer com o trabalho remunerado e que qualquer coisa que eu venha a fazer não é garantia de que eu vá conseguir pagar minhas contas... Enfim, são muitas coisas.
Porém, hoje é um novo dia.
Não quero ficar no quarto de novo. Não quero ficar alimentando maus pensamentos. Diferentemente de ontem, programei o despertador, acordei mais cedo, tomei um banho, tomei um café da manhã, liguei o computador e vim para a sala, escrever esse texto.
Enquanto escrevia, meu pai viajou para o Espírito Santo, onde vai visitar sua família. Essa viagem era aguardada pela minha mãe, há um tempo, mas ele não quis ir enquanto ela não estivesse melhor. Acabou que não deu tempo de que ela se recuperasse para ir.
Só Deus sabe o quanto eu acreditei que esse dia chegaria. O quanto eu acreditei que minha mãe se recuperaria e poderia voltar a fazer as coisas que ela gostava tanto de fazer, como cozinhar, viajar, ler a Bíblia, entre tantas outras coisas básicas que ela já não conseguia fazer no fim da vida.
Os pensamentos são muitos, fico o tempo todo pensando nela, me lembrando de momentos que tivemos enquanto ela estava aqui comigo. Vejo a tigelinha onde eu costumava servir seu mingau, o copinho onde eu costumava servir seu café... Meu coração se emociona, mas eu não consigo chorar. Talvez, pela certeza de que ela esteja em bom lugar. Pela certeza de que fiz tudo da melhor forma que pude, enquanto ela esteve aqui comigo.
Hoje, pela manhã, um raio de sol entrava pelas grades da cozinha. Eu me lembrei dela sentadinha ali, quietinha, esperando que eu me levantasse pra servir seu café da manhã.
Como eu repetia, quando ela pensava estar incomodando com sua dependência de ajuda, quero repetir, como se estivesse falando com ela: "Mamãe, pra mim é uma honra poder te servir. Você nunca vai ser um peso pra mim. Se eu estou aqui, é por você. Pode me chamar quantas vezes você precisar".
Eu sei que o tempo vai passar e o coração vai entender cada vez mais. A saudade, com certeza, vai aumentar. Mas, eu quero alimentar toda a gratidão que sinto pela mãe que tive. Quero me preparar pra, um dia, poder me reencontrar com ela.
Por hoje é isso.
Antipatia desumana
Tudo ia muito bem até que eu dissesse que talvez ainda não tenha superado as feridas causadas pelas marcas de rejeição das pessoas que e esperava que me acolhessem. E isso está diretamente atrelado à minha incapacidade de me manter no meio religioso. Porque pra mim é incoerente dizer que se ama o próximo e não promover ações que demonstrem isso quando se faz mais necessário.
A pessoa começou a me responder com argumentos que defendem a fé, ou melhor, que defendem a postura dos religiosos e me colocam como alguém que ESCOLHEU sair do meio religioso por se sentiu moralmente agredido, porém, os argumentos dele me colocaram como errado. Me fizeram sentir culpa por ter saído, ao invés da liberdade de não ter mais que prestar contas ao meu agressor.
O pior de tudo, é que de acordo com a fé dele, ele tem razão. Quem sou eu para me posicionar contra as pessoas que me feriram, se eu também não mereço o perdão de Deus? Quem sou eu para "julgar" a falta de empatia e amor ao próximo promovidos pelo que chamamos de igreja, se eu também cometo erros, se eu saí do meio, sendo que poderia estar lá fazendo alguma diferença para essas pessoas que, segundo eu mesmo, estão mais perdidas do que que está no escuro, porque pensam estar caminhando na luz.
Como vocês vêem, eu consigo concordar com a visão dela, se enxergar a situação pelo ponto de vista dela. Isso é empatia (?). Mas, pelo ponto de vista de alguém que foi ferido e tem levado anos para se regenerar das marcas causadas pela religião, eu me senti violentado por esses argumentos. Porque em momento algum ela demonstrou empatia pela minha dor. Em momento algum eu senti que ela se colocou no meu lugar para chorar comigo e dizer: "Eles são culpados, sim, mas você é mais forte do que eles, pela força do amor que há em você. Você pode vencê-los com amor.". Cara! Eu ficaria radiante! Me sentiria abraçado, acolhido e fortalecido pra cumprir uma missão a mais. Mas, aquilo virou um tipo de debate em que não se busca compreender o que o outro diz. Apenas defender o próprio ponto de vista.
A diferença é que eu não estava tentando defender minha posição. Eu não estou tentando induzir ninguém a sair da religião. Se você se sente bem na sua, se te aproxima de Deus, se te faz uma pessoa melhor, força! Continua! Mas, respeite a minha decisão de não pertencer a uma. Respeite ao invés de usar seus argumentos cheios de teologia para me dizer o que você fez quando viveu uma situação "parecida" com a minha. Porque somos pessoas diferentes, com histórias diferentes, sentimentos diferentes. Além disso, o que Deus (sim, eu acredito muito em Deus) tem feito no meu interior é algo muito pessoal meu. Então, não se dê o direito de me medir pela sua régua.Eu pensei que haveria diálogo, pensei que haveria a possibilidade de uma nova amizade improvável, mas, infelizmente, a religião falou mais alto do que a humanidade.
Tem gente que pensa que se colocar no lugar do outro é concordar. Foi bem isso que essa pessoa me disse: "Você pensa que estou debatendo porque não apertei sua mão em concordância". Gente! Quem pediu que concordasse?! Eu só não senti que houvesse uma possibilidade de relação humana entre alguém que se expõe (eu - idiota, porque não deveria ter me exposto) e alguém que ao invés de tentar enxergar minha história pelo meu ponto de vista, sequer se esforça, porque os argumentos religiosos sempre falam mais alto.
Fui dormir 2h30 da manhã, totalmente frustrado e com o pensamento a mil.
Ainda tive que ouvir que seria inútil da parte dela tentar explicar melhor porque eu ainda estou ferido. Ou seja, usou a abertura que eu dei contra mim mesmo.
É por isso que eu me fecho cada vez mais para as relações humanas. Prefiro eu mesmo cuidar da minha vida e deixar que leve o tempo de Deus para que qualquer ferida feita seja curada a ponto de eu poder caminhar acima de qualquer coisa que pessoas como essa possam me fazer.
Só espero que nunca façam com ela o que já fizeram comigo. Que nunca virem as costas para ela quando ela precisar de um amigo. Que ela nunca seja tema de fofocas amplificadas. Mas, se isso vier a acontecer, que ela encontre pessoas que a abracem ao invés de usar argumentos teológicos contra ela.Que possamos ser mais empáticos em nossas relações. Que possamos oferecer mais amor e menos opinião sobre as dores dos outros. Eu ainda sinto que estou longe de fazer o que Jesus ensinou, que é perdoar incondicionalmente, mas isso só reforça minha dependência d'Ele. Pra mim é um mecanismo de defesa, de sobrevivência, para que as pessoas não façam novamente a mim o que um dia fizeram.
Ainda estou processando tudo isso.
Douglas.
A culpa é do Walt Disney!
Imagine! Um homenzarrão na sala de projeção escura, reclamando sozinho das mães que insistiam em levar crianças para ficarem chorando durante o filme. Que absurdo!
A questão aqui é: Eu sou do tempo em que os desenhos animados relatavam príncipes em busca de princesas que seriam o eterno amor de suas vidas. Criadas que, com muita sorte, ascendiam socialmente e bastava chorar em desespero para serem consoladas por suas fadas madrinhas.
Sou do tempo em que as personagens se conheciam, se apaixonavam à primeira vista e já sabiam que passariam o resto de seus dias ao lado de alguém (e que, assim, seriam FELIZES PARA SEMPRE).
Lamento informar, mas nada disso é verdade.
Nem mesmo os contos de fadas são tão belos quanto nas versões de Walt Disney. Acredite! O caçador não chegou a tempo de salvar a Chapeuzinho, nenhum beijo de amor trouxe alguém de volta à vida, nenhum príncipe salvou alguém de um sono de cem anos (apesar de muita gente por aí jurar que, se o desafio fosse dormir, o faria tranquilamente até por mais tempo).
As versões originais são completamente sombrias (
Tudo pode parecer muito mágico e perfeito quando vemos por alguns minutos de história, algumas fotos nas Redes Sociais, mas a verdade é completamente diferente. Dificilmente alguém vai esbarrar nos seus livros no meio da rua, te ajudar a catá-los do chão e te convidar para um jantar naquela mesma noite, dizendo que se apaixonou completamente por você.Feliz mesmo deve ser essa geração que cresceu imersa na filosofia de que a princesa virou ogro, se salvou sozinha da torre e não espera absolutamente nada da fada madrinha, uma megera egocêntrica. Contudo, não vamos desanimar totalmente, ok? A vida pode, sim, imitar os contos de fadas. Eles realmente podem acontecer. Talvez, estejamos apenas esperando viver a versão errada.
Sobre Escritores, Bloqueios e Ganha-pães...
Faz pouco mais de uma semana que estou "morando" em Concórdia - SC. Confesso que, vim para cá aberto ao que pudesse acontecer. Inclusive para a possibilidade de não dar certo e eu precisar/querer voltar para o Rio.
Conforme os dias foram passando, eu passei por aquele primeiro momento de adaptação, conhecendo a cidade, saindo com a Camila e com o Wallace, donos da casa onde estou hospedado, procurando emprego, e não conseguindo escrever uma linha sequer do livro. É... Pra quem (ainda) não sabe, eu trabalho numa história há mais de dez anos. Inclusive, famosa entre aqueles que sabem que estou escrevendo, mas nunca termino.
Dessa vez, eu me dei um desconto. Até comecei a querer me cobrar: "Você não está trabalhando no livro!", mas me dei conta de que era necessário passar pela adaptação inicial.
Foi pelo fato de não me punir psicologicamente por não estar trabalhando na história, que eu consegui escrever alguma coisa referente a ela (mais do que eu imaginava). Na verdade, rascunhar num bloco de notas. Algumas boas páginas desenvolvidas, prontas para serem melhoradas. Mas, isso nem se compara com o tanto que já foi descartado. O bom é que, com o tempo e a experiência, a gente aprende que o "descarte" de material é excelente para o escritor. Isso mostra que temos senso crítico de que não está bom o bastante para o nível de nossa história. Além de provar pra nós mesmos que sabemos onde queremos chegar, nos dá autonomia para entender que se aquela parte (por maior que seja) foge do nosso foco, sabemos tirá-la de jogo e escrever algo melhor.
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| Dá pra ler um pouquinho do andamento da história no Bloco. A folha em branco é um tipo de Roteiro, pra direcionar os fatos |
Ultimamente, o que estava me atrapalhando bastante a escrever era a preocupação com minha estadia aqui. Com o tempo, o dinheiro vai saindo da conta, sem entrar nada (já que não havia recebido nenhum retorno sobre os curriculuns distribuídos) e ainda não resolvi nada sobre aluguel de casa ou compra de móveis e eletrodomésticos. Isso vai causando uma neura, sabe? Por mais que você saiba e sinta que não está sendo um peso para as pessoas onde está, mas é o senso de responsabilidade falando mais alto.
Meu plano inicial era, sim, ficar desempregado por seis meses para me dedicar exclusivamente ao livro, mas, isso morando na casa dos meus pais, tendo dinheiro guardado para esse período, sem grandes despesas. Não contava que me mudaria de Estado, tendo que encarar uma nova realidade nada "estável" (se é que me entendem).
Mas, creio que parte do "problema" já foi resolvido. Pois, desde semana passada, eu tenho ido à Secretaria de Educação daqui, e fiquei por dentro da Chamada Pública para professores da Rede Estadual de Ensino. Eram vagas remanescentes de professores que prestaram concurso e não compareceram para tomar posse das vagas. Sendo assim, eles chamam quem tiver formação ou esteja cursando a faculdade que habilita para cada disciplina, dando prioridade para os já formados.
Dentre todas as vagas, havia Ensino Religioso. Pouca gente sabe, mas eu sou formado em Teologia. Comumente, quem assume essas vagas são professores de História, Filosofia, Sociologia, que acabam "tapando o buraco" devido à escassez de gente formada nessa área específica, e, lá havia muitos interessados nas vagas. Mas, como a prioridade é para quem tem habilitação na área, a moça perguntou e eu fui o único a me apresentar.
Eu poderia ter pego cerca de 15 tempos em três escolas diferentes, mas eram longe e como eu (ainda) não dirijo. O que fez com que a moça me recomendasse não arriscar a me desgastar com transporte público toda semana para dar aula nessas escolas mais distantes. Assim, peguei 5 tempos numa única escola atrás da casa da Camila (onde estou hospedado). Chegando lá, a moça perguntou se eu tenho interesse em outras disciplinas, como Sociologia e Filosofia. E eu só respondi: "Claro! Podem contar comigo para o que precisar. Eu quero trabalhar.".
Então, é isso. Começo na segunda-feira, uma semana inteira de Seminário para os Professores, com 40 horas de duração, para iniciar o ano letivo. Eu sei que vou conseguir conciliar isso com o Projeto do livro. Eu sinto. Meu compromisso comigo mesmo é não abrir mão do meu objetivo principal por causa de qualquer emprego. Eu vou trabalhar para que o dinheiro não me falte, gerando recursos para a realização do meu projeto principal.
Se algum dia, vocês virem que eu estou perdendo o foco por causa de trabalho, por favor, me avisem, pois eu tenho coragem de largar tudo de novo, até acertar de vez e, finalmente, ver esse livro impresso.
Obrigado por lerem até aqui.
Um abraço!
Me desejem sorte.
Douglas =)
P.S.: Esse vídeo da JoutJout me motivou bastante, porque fala exatamente tudo o que eu acredito e tenho me inspirado a viver!
Nunca pensei que escreveria um Post desses...
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| Ainda no plástico. Só pretendo abrir quando for para a minha própria casa alugada - vista do quarto onde estou hospedado - SC |
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| Detalhe para o Box "A Feiticeira" (paixão de infância) e para a caneca linda que ganhei de aniversário, da minha irmã. |
Minha tentativa de ir à Igreja
Acabo de chegar de uma volta completa ao quarteirão do prédio onde estou hospedado, pois não tive coragem de entrar na Igreja que fica na rua aqui perto.
Imaginei que ir à Igreja aqui seria uma forma de conhecer pessoas novas, que pudessem, talvez, me aproximar um pouco mais da espiritualidade. Mas, por ser sábado, a reunião marcada se intitulava como "Culto Jovem". Eu sabia o risco que corria. Em muitos lugares, os jovens, na verdade, são os adolescentes da igreja (até dezoito anos) que, sem dúvida, destoariam muito de mim. Foi dito e feito. Chegando perto do local, eu vi do lado de fora, vários adolescentes conversando, se abraçando, cheios de amizade (aquelas típicas de Igreja). Enquanto eu passava, alguns olharam, mas não senti confiança para me aproximar e ter que ficar por ali esperando as pessoas entrarem para a reunião.
"Um belo dia resolvi mudar..."
Espero conseguir escrever mais vezes aqui, mesmo que ninguém leia.




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