Aprendendo a confiar


Pra você, é fácil confiar? Pra mim não.

Não sei se acontece só comigo, mas não tenho tanta facilidade em me abrir logo com alguém. Preciso de tempo, de provas. Preciso perceber que alguém é digno da minha confiança. Afinal, já quebrei muito a cara por tentar confiar em alguém quando sentia que não deveria. Foi aí que aprendi a confiar, mas confiar nos meus próprios instintos.

Cara! Se você sente que ainda não é hora, não faça! Espere seu próprio tempo para dar o próximo passo. É que a gente vive em um mundo tão imediatista, que acaba não percebendo o valor da es-pe-ra. (É... Quase não se vive mais essa palavra).

Esperar é necessário! Especialmente quando é por algo que vale a pena. E tudo tem o seu tempo certo.

Filosofando um pouco... Se você planta uma semente, é preciso esperar para que ela brote e a árvore cresça forte e saudável, a seu tempo. As frutas vão ter o tempo de nascer, crescer e amadurecer. Mas também haverá tempos em que a árvore ficará ressecada, as folhas cairão e o frio virá sobre ela. Mas esse não é o fim! No tempo certo a vida invadirá novamente aquela árvore, lhe restaurando as forças, a fertilidade, a primavera trará a ela a capacidade de florescer.

Esperar faz parte da vida (Percebe?) Portanto, se você sente que ainda não é hora de confiar, não sinta-se pressionado pela opinião de alguém (Caramba!). Espere pelo tempo em que seu coração te trará paz para seguir em frente. Na hora certa, não importa o que irão dizer ou pensar, você vai olhar pra frente e sentir que pode dar mais um passo, que todo o universo irá conspirar ao seu favor.

Com o passar do tempo tenho aprendido a confiar. E, graças a Deus (e aos meus instintos), tenho confiado nas pessoas certas, e isso não tem acontecido no tempo das pessoas, mas no meu próprio tempo.

Ainda acho difícil? Acho. Mas, com o passar dos dias e com as experiências vividas (as boas e as ruins), parece que você começa a olhar para aquela pessoa e sentir: "É... Eu posso confiar.".

Confiar é li-ber-ta-dor! Mas só é quando a pessoa em quem você confia corresponde sua confiança à altura.

Vale a pena confiar. Vale a pena acreditar que ainda existem pessoas dignas de confiança no mundo, que se importam com algo a mais além delas mesmas. Pessoas que sabem te ouvir e não sair por aí espalhando suas fragilidades. Pessoas que escolhem te amar apesar de você não ter mais nada para oferecer além da sua amizade.

Quem sabe, você só precisa SER uma dessas pessoas dignas de confiança pra que alguém (a seu próprio tempo) também possa confiar em você.

Estamos no caminho!

Douglas ;)

*Texto dedicado especialmente ao meu amigo Gabriel Camelo.

26


A cada ano que passa eu me convenço de que a vida precisa ser comemorada com mais frequência do que apenas uma vez por ano, nos aniversários. As pessoas precisam se sentir especiais mais e mais vezes ao longo de seus dias. Fazer o que gostam, reunir aqueles a quem amam, serem elas mesmas (sem julgamentos alheios), ouvirem o quanto são admiráveis aos olhos de alguém...

Isso tudo faz tão bem para a alma! Mas, infelizmente, a cultura da sociedade é a de declarar o bem a alguém apenas em ocasiões especiais.

Imagine se algum dia as pessoas conseguissem tratar umas às outras como se todos os dias fossem o dia de seu aniversário! Dizer palavras de carinho, distribuir abraços, olhares afetivos, escrever cartões e dar presentes, levar café da manhã na cama, sair pra passear, deixar mensagens inesperadas no facebook dizendo o quanto alguém é importante para sua história. Não há dúvida de que assim seríamos mais felizes e viveríamos em um mundo melhor.

Quanto ao dia de seu aniversário, ele precisa ser o mais parecido com seus demais dias. Não em relação à monotonia das obrigações e a falta de declarações de carinho. Muito pelo contrário. Se todos os seus dias forem recheados com tudo o que eu já falei antes, seu aniversário será apenas uma extensão de toda a alegria que você já está costumada a desfrutar (e distribuir) no dia a dia.

Só assim você terá a certeza de que é alguém feliz não por um único (e curto) dia, mas que todos os seus dias são plenamente felizes.

Douglas ;)

Sonha, menino, sonha...

"Ocean meets sky" - Terry Fan

Na vida podemos fazer planos... Ou não. Podemos simplesmente estagnar. Mas, sinceramente, não foi essa a vida que eu projetei para mim. O problema é que às vezes a gente olha pra si mesmo e se vê como alguém "não importante". Quem vai querer ler nossos textos, ouvir nossas composições, ou simplesmente nossa voz interpretando uma canção com todo o coração? "Infelizmente, você não tem o X que a gente procura...".

Muitas vezes, a falta de oportunidade nos faz desacreditar de que nossos sonhos possam se tornar realidade. Mas, tudo o que é construído (e bem construído), respeitando o tempo certo para seguir adiante, rumo à próxima etapa, é mais duradouro do que tudo o que se conquista facilmente. Quantas pessoas enriqueceram tão rapidamente e logo se perderam em meio à própria fortuna, por não saber administrá-la? Quantos explodiram em uma fama sem fundamento e logo desapareceram com a mesma rapidez com que surgiram?

No último fim de semana eu estava assistindo ao documentário de alguém a quem admiro, que tem uma vida bem sucedida, apesar de inúmeras frustrações, porém, alguém que sempre teve quem investisse e acreditasse em seu potencial. Comecei a pensar como é fácil você ter tudo quando tem condições de pagar por aquilo. É fácil as pessoas quererem fazer as coisas para você quando você já está no topo, no sucesso absoluto. Infelizmente, as pessoas só querem apoiar o que já está dando certo. É tão difícil encontrar alguém que acredite em você quando nem você mesmo acredita mais!

São tantos sonhos... E, às vezes parecemos tão egoístas em querer que eles se realizem. Afinal, ninguém pode ter tudo o que deseja. Aprenda a lidar com suas próprias frustrações! Todo mundo tem as suas! Mas, isso é uma grande mentira. Você pode, sim, conquistar seus sonhos.

Talvez você não tenha dinheiro para publicar um livro, mas nada te impede de se dedicar a escrever suas histórias, como se elas pudessem ser publicadas. E por que não imaginar que uma grande editora está aguardando avidamente para ler e revisar o que você escreve, devido aos inúmeros fãs que aguardam pela publicação? Por que não escrever suas próprias composições e gravá-las à capela até que alguém que acredite em sua capacidade potencial se interesse por arranjá-las? Por que não gravar seus próprios vídeos editados por você mesmo de forma totalmente amadora (e dar o seu melhor nisso) até que alguém que super entende de edição se prontifique a editar para você?

Só não deixe de sonhar. Não deixe de projetar. Alguém vai querer ouvir sua voz, ler seus textos, ver seu sorriso em uma foto.

Assim, quando a oportunidade, o dinheiro, as pessoas certas aparecerem na sua vida, você vai estar pronto, preparado para realizar seus sonhos. Faço minhas as palavras que li no Blog da Jéssica:

"o mundo precisa das suas ideias. Não importa quantas pessoas estejam fazendo a mesma coisa, não importa se te chamam de egoísta quando você segue os seus sonhos, egoísmo é você deixar o mundo sem as suas ideias. Se você tem uma ideia, compartilhe com as pessoas, talvez hajam pessoas precisando delas e você está sendo egoísta em não apresentá-las ao mundo." 

Estava com saudade de escrever aqui.
Até o próximo Post!
Douglas ;)

Esta música tem me acompanhado desde o último fim de semana



*Se alguma imagem utilizada para ilustrar esta ou outra postagem pertencer a você, terei o maior prazer em acrescentar os créditos.

Mudanças...


Na vida, quase tudo muda. Quem um dia foi amigo, deixa de ser. Alguns sentimentos dentro de nós deixam de existir. Descobrimos novos mundos, novos rumos, novos sentimentos, novos amigos. Algumas mudanças, no entanto, são tão dolorosas! E o mais triste de tudo é perceber que o que um dia foi atenção, afinidade, cumplicidade, tornou-se indiferença.

Apesar da maturidade, existem coisas com as quais infelizmente não nos acostumamos ou simplesmente não aprendemos a lidar. Talvez, não por não conseguirmos, mas por não querermos. A amnésia de alguém sobre tudo o que um dia foi vivido (demonstração de ingratidão) é um desses "indesejos", especialmente quando vêm de alguém com quem foi compartilhada uma vida inteira, quem nunca poderia ser magoado, verdadeiros portos seguros em meio às tempestades inesperadas e (felizmente) passageiras pelas quais a vida, às vezes, obriga a passar.

Gente levada de nós, quem sabe, pelo tempo ("tanto tempo sem se ver por estar sem tempo, sempre correndo contra e atrás de tempo"), ou pelo mal do século: a pós-modernidade que não sabe o que é realmente importante, que não conhece o que é verdadeira amizade, pois mais afasta que aproxima, apesar de uma suposta proximidade de uma grande teia cheia de mentira, desamor e superficialidade. Onde gente se descarta, como a um objeto que se joga fora depois que se usa e não tem mais serventia.


Diante de tudo isso, o que faço é chorar. Sim, chorar. Lamentar por tudo isso no qual nunca pensei estar metido. É aí que se descobre que homem chora, sim (E como chora!). A cada decepção, a cada descarte, chora por ser usado, também por não querer se assemelhar aos que lhes fazem mal.

Seu choro não é sinal de fraqueza (Não mesmo!). Chora para não se render. Para se levantar de alma lavada e seguir em frente (Pra frente é que se anda!). Porque, se chora, é porque ainda há nele sonhos (mesmo que esses nunca venham a se realizar), amor de verdade (mesmo que nunca sejam amados), ainda consegue se colocar no lugar do outro, em atitudes de compaixão (mesmo que por ele, ninguém pense em fazer o mesmo). Seu choro evidencia que ele, acima de tudo, ainda é humano, o que pouca gente, hoje, é.

Meu Silêncio... e Deus


Por um segundo, definiria essa fase pela qual estou passando como sendo um momento de silêncio. Minha vida mudou muito e o que sinto é que não devo satisfações dela a ninguém. Portanto, me dou ao direito de me calar.

Sabe aquela voz lá no fundo da alma que rastejava implorando a aprovação das pessoas? Também se calou! Talvez, por perceber que neste mundo definitivamente é cada um por si e Deus por todos.

A amabilidade, a gentileza e a cordialidade (e educação em geral) são princípios inabaláveis em mim, são bases sobre as quais meu caráter e minha personalidade foram construídos. Agora, não venha querer tomar contas de minha vida, se nos momentos em que eu mais precisei eu estive sozinho. Aliás, sozinho não. Porque Deus foi (e ainda é) real para mim em todos os momentos. Só a Ele eu pretendo prestar contas e, ainda assim, o Deus a quem conheço, que é muito diferente desse tão mencionado por seus "assessores oficiais" (funcionários da indústria da fé, do mercado Gospel, que se autointitulam Seus amigos, mas que nada têm com Ele).


O Deus a quem amo colocou sobre mim um "jugo suave e um fardo leve" (Mt. 11:30). É impossível não amá-lo e ser totalmente grato a Ele por isso.

Creio que para um silêncio eu já falei até demais (ou o suficiente). Estou apenas respeitando esse momento. Se você não pode respeitá-lo, por favor, afaste-se de mim... E será muito bem-vindo quando aprender a fazê-lo.

Tudo o que quero é estar em paz comigo mesmo e com Deus. Isso se refletirá nas demais áreas de minha vida e alcançará quem estiver disposto a ser contagiado pelo bem que isso me faz.

Doug ;)

'Douglas' exemplar



Nunca fui muito cinéfilo. Quando criança, assistia aos desenhos de Walt Disney ('Waldisney', para os íntimos) repetidas vezes, mas quanto a filmes, eu mal tinha paciência para assistir até a metade e logo queria que terminassem. Depois que cresci, meus filmes favoritos para assistir repetidamente foram "O Diabo veste Prada" e "De repente 30", e minha sobrinha sempre me 'zuava' por sempre assistir a estes filmes quando falava que estava com vontade de assistir a algum filme.

Em maio de 2015, peguei, sem compromisso ao "Garota Exemplar" na locadora pra assistir durante um feriadão (falei sobre isso neste Post). Assisti ao filme tão sem expectativa (pensando que fosse mais um daqueles filmezinhos em que investigam o desaparecimento da moça boazinha e no final o culpado era o marido que estava ali o tempo todo se fazendo de coitadinho) que, quando me deparei com o desfecho final da história, aquele filme se tornou incrível!

Gillian Flynn
Como todo bom escritor (modéstia à parte), eu quis entender como alguém teve aquela ideia fantástica para uma história e, como a autora (Gillian Flynn) havia escrito o enredo da história sem errar no andamento, para prender o leitor assim como o filme prende o expectador. Parecia algo difícil, na minha concepção. Na Bienal do Livro no Rio (2015) eu comprei o livro da história e, desde então, venho lendo cautelosamente, percebendo os detalhes e expressões da autora. Confesso que ainda não terminei, porque não quero perder nenhum detalhe.

O fato é que declarar simpatia por essa história tem me trazido consequências nada boas na minha vida pessoal. O que me leva a refletir sobre a maldade no coração das pessoas. Pelo pouco que vocês podem acompanhar aqui no Blog, ou na minha própria vida pessoal, devem perceber que eu sou só um cara querendo ser feliz e levar a vida numa boa. É claro que tenho minhas crises e paranoias inerentes à natureza humana, mas tudo o que eu quero é o bem (o meu próprio e o das pessoas ao meu redor).

Só que alguém a quem conheci há pouco tempo, começou a observar meu jeito de ser, de agir frente a algumas situações, minha tentativa de levar sempre as coisas na esportiva e também minha forma de querer agradar às pessoas, e começou a ficar desconfiada de mim, pensando que todo o bem que eu fazia era para entrar na vida dela e fazer algo ruim. A pessoa confessou que esses pensamentos começaram a brotar na mente dela depois que eu disse que meu filme preferido é 'Garota Exemplar'.

Confesso que fiquei chateado com a situação, porque eu só estava sendo eu mesmo o tempo todo, e não é legal você estar sendo você mesmo e ouvir de alguém a quem você pensava ser amigo (AMIGO) que ela não consegue confiar em você, por desconfiar que você seja um psicopata, pelo seu jeito "perfeito" de ser.

Quem me conhece há mais tempo, sabe que eu sou um perfeccionista assumido (e insatisfeito com essa condição). Gostaria de me cobrar menos, não querer impressionar tanto, surpreender tanto, agradar tanto, mas ao mesmo tempo, os lados bons do perfeccionismo me prendem e acabam fazendo de mim quem eu sou.

O que me entristece nisso tudo não é apenas o fato da minha entrega excessiva que me fez receber essa comparação injusta em troca, mas perceber que vivemos em um mundo tão acostumado com a maldade que as pessoas estão desconfiando dos atos bondosos. A que ponto chegamos... Mas, como eu li numa tirinha certa vez, quem está errado não é quem está sendo 'trouxa' em amar, mas aqueles que não sabem receber esse amor.

Ansioso por mudanças nos nossos padrões de avaliação interpessoal.

Douglas ;)

Como conheci você


Brendha

Se não me engano, foi no ano de 2014 (Sim. Foi em 2014!). Eu estava desempregado, após dois anos trabalhando numa escola de bairro, sem carteira assinada (ou seja, como diz o ditado, eu estava “com uma mão na frente e outra atrás”). Passei a dedicar minha vida ao meu TCC de graduação e aproveitava o embalo para escrever no meu extinto Blog. Não faço ideia de como conheci o Blog de uma garota chamada Ana Luíza, mas sei que eu adorava acompanhar o que ela escrevia (até porque era uma excelente escritora). Lembro que foi nos comentários do Blog da Ana Luiza que encontrei um link de alguém a quem a Analu (nome pelo qual a dona do Blog era carinhosamente chamada - até por desconhecidos, como eu) dava moral.

Era a Brendha.

Eu não lembro qual era o nome do Blog dela naquele tempo, mas sei que li (quase) tudo o que ela escreveu e o que mais me atraiu (além da beleza indescritível daquela moça) foi o fato de ela estar lendo pela primeira vez a saga do Harry Potter. Havia posts sobre os livros, com as impressões dela. Também me atraiu o fato de que os livros que ela lia, eram emprestados de uma biblioteca. Ela os lia em tempo recorde! (Isto ao meu ver, visto que demoro meses para ler um livro, quando estou de ressaca literária).

Sei que decidi acompanhar aquele Blog e comentei todos os Posts que consegui. O mais legal de tudo foi que a dona do Blog (a Brendha) não se fez de difícil. Muito pelo contrário. Ela respondeu aos meus comentários no meu próprio Blog e passou a ler o que eu escrevia, mostrando-se interessada.

Trocamos links do facebook. Tornamo-nos amigos de internet.

No meio da madrugada, quando eu estava escrevendo algo para o Blog ou simplesmente navegando (à toa) na Internet, eu a chamava para conversar sobre qualquer coisa.

Ela mora em Santa Catarina e eu no Rio de Janeiro. Pode parecer difícil uma aproximação qualquer, mas não foi. Confesso que tem gente que mora mais perto de mim (talvez, sob o mesmo teto), mas que vive mais distante do que ela.

A Brendha e eu conversávamos sobre tudo e sobre nada. Estou até tentando, mas não consigo explicar em palavra nossas conversas de antigamente. Mas, sei que passamos a conhecer um pouco mais sobre a vida um do outro.

Lembro que ela fez aniversário no dia dos namorados (se eu não me engano, 12 de junho) e eu decidi mandar pra ela um “presente”. Um dos livros que estavam em sua “Lista de Desejados” no Skoob - um site para leitores (que também ajudou nos nossos assuntos sem roteiro – além do fato de ela ser cinéfila [com um gosto especial para filmes antigos], e eu não saber nada sobre filmes, e querer conhecer mais sobre o gosto dela por filmes e livros).

Apesar de o “presente” ter chegado com algum muito tempo de atraso, ele chegou e aquilo nos aproximou mais ainda. Lembro que ela elogiou minha letra e postou foto do que escrevi no Instagram. Fiquei feliz pela gratidão dela.

Por aquele tempo, eu arranjei emprego e meu tempo para a Internet diminuiu, e a gente perdeu nossas oportunidades de conversar durante a madrugada. O fato de ela ser uma dedicada estudante de odontologia (eu acho que é isso) também fez com que tivesse menos tempo, tanto para os papos quanto para os Posts no Blog, assim como eu. Nesse tempo, eu já tinha o número do celular dela, e nós poderíamos conversar por mensagem via whatsapp – coisa que raramente fazíamos (muito mal, nos dávamos “Bom dia”, ou “Boa noite”).

Foi aí que a gente se afastou um pouco, mesmo sem querer.

Ela nunca foi de publicar muita coisa no facebook, creio que por ser sulista (o que faz dela alguém mais reservada), ou pelo fato de ser uma pessoa chique, que se expõe pouco (risos). Mas, o tempo passou e, em meus acessos corriqueiros no horário de almoço, eu vi fotos da Brendha onde as pessoas escreviam palavras de conforto e ela agradecendo pelas palavras das pessoas. Nas fotos, ela estava vestida com roupas hospitalares, mas, naquele caso, ela era a paciente. Parte do rosto lindo dela parecia inchada e eu me preocupei. Na hora me bateu um leve desespero por ver alguém tão especial passando pelo que parecia ser uma barra. E era.

Chamei-a no chat do facebook e ela me contou o que havia acontecido. Ela teve trombose no rosto. Eu não saberia explicar, mas, meu Deus, como aquilo cortou meu coração! (Eu me emociono até hoje, só de lembrar). Enquanto ela me contava, eu não aguentei o aperto no peito e desatei a chorar diante do computador. Eu precisava estar por perto para ajudar minha amiga! Que amigo era eu, a ponto de não saber quando alguém tão querido está passando por uma dificuldade como aquela? No mesmo instante, minha chefe entrou na sala e se assustou com meu estado. Eu estava em choque com a notícia. Fui para o banheiro do Colégio onde trabalho, chorar onde ninguém pudesse me ver. Solucei, questionei a Deus, banhei meu rosto com as lágrimas pela dor da minha amiga antes de banhá-lo com água, na tentativa de disfarçar meu choro.

Graças a Deus, ela estava se recuperando. Quando me contou, já estava em fase de recuperação, sem grande risco. O rosto já desinchava e ela me explicou detalhadamente o que aconteceria para que aquele problema não retornasse.

Escrevi uma carta para ela e tentei enviar um novo livro de presente, mas, dias após o pedido ter sido fechado, o Site me comunicou que não havia mais daquele produto no estoque. Mesmo assim, a carta foi e eu pude me fazer um pouco mais próximo a ela, com minhas palavras. Novamente ela agradeceu, e meu coração se acalmou.

Depois disso, continuamos a nos falar quando dava. Às vezes, através de comentários nas fotos do Instagram, onde eu sempre fiz questão de deixar meu “Lindaaaaa!!!”, toda vez que via uma foto dela. Isso aconteceu a ponto de uma amiga dela perguntar quem era eu.

Porém, nada fortaleceu mais nossa amizade do que numa noite em que eu não tinha mais a quem recorrer. Estava chorando muito no meu quarto por algo ruim que alguém havia feito a mim. Precisei de um amigo, e foi naquele momento em que, mais do que nunca, eu pude contar com a Brendha. Ela me ouviu, leu cada palavra que escrevi, me aconselhou, e acompanhou todo o caso até o fim.

Eu pensei que contando tudo o que contei para ela, ela se afastaria de mim, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: nos tornamos ainda mais próximos, e eu passei a contar com ela (e para ela) para coisas que quase ninguém mais sabe. Desde então, ela é uma amiga mais que especial, pois decidiu me amar e permanecer ao meu lado mesmo quando eu pensei que ela iria me abandonar, ou não se importar.

Espero pelo dia em que poderei conhecê-la pessoalmente, pois sei que será um tempo de compartilhar ainda mais coisas boas.

A Brendha é uma dádiva de Deus em minha vida, e eu agradeço a Ele por me presentear com a amizade dela.
Todas as pessoas deste mundo deveriam ter a oportunidade de tê-la como amiga. A Brendha é uma pessoa e uma amiga incrível!