quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Qual o valor da espera?


Poucos que seguem o Blog sabem, mas eu também canto.

Não almejo fama, apenas realização suficiente de alguém que consegue ver o fruto do seu trabalho. Hoje, um de meus maiores sonhos é entrar em um estúdio, ver minhas músicas produzidas em minha própria voz.

Nos últimos dias (semanas), tenho me sentido um pouco triste, e se você me perguntar o motivo, talvez eu não saiba responder. Penso que seja pela morte de um amigo que também cantava muito bem, mas que não viu o seu sonho se tornar realidade.

O fato é que de uns tempos pra cá toda a segurança que eu tinha parece ter sido um pouco abalada. Não posso culpar alguém, aliás, acho que não existe um culpado. Creio que seja apenas mais uma daquelas fases da vida que a gente precisa enfrentar pra depois poder contar em forma de experiência de vida, seja pros nossos filhos ou pra algum amigo que esteja na pior. Só que, sempre que entro nessas fases, eu sinto como se entrasse em um estado de espera.

Primeiro, espero que essa fase passe logo e que um novo dia amanheça, fazendo com que as nuvens negras deem espaço para que o sol da manhã possa brilhar (isso, no sentido emocional, porque com o calor que tem feito no Rio, tudo o que eu peço são dias nublados).

Segundo, espero pra que consiga cumprir deveres que ainda estão pendentes. Só assim poderei dar lugar em minha vida para o novo! E como o novo é bom! Viver um novo tempo, novos lugares, novos ânimos, novas forças...

Terceiro, espero pelo futuro. E pra entender o que eu espero, vou me referir a uma grande cantora que poucos sabem que eu admiro: Paula Fernandes. Estava assistindo ao programa Altas Horas, da Rede Globo, em um sábado qualquer e ela estava lá. Foi exibido um vídeo da cantora, ainda criança, cantando na frente de uma câmera caseira, meio desajeitada. Quando o vídeo acabou, todos riram pela nostalgia trazida pelas roupas esquisitas do passado e tudo mais, só que a Paula estava pensativa.

O apresentador do programa, o Serginho Groisman, perguntou algo como: "O que você pensa quando vê essa cena?", e ela, emocionada, respondeu: "Eu penso que essa menina é uma vencedora!". Na hora, eu não consegui prestar atenção no restante de tudo o que ela falou, pois minha mente fazia uma oração: "Deus, um dia, eu quero olhar para mim mesmo e dizer: 'Esse menino é um vencedor!'".

E eu espero por isso.