sábado, 14 de outubro de 2017

Quantos relacionamentos valem sua opinião?

Estou um pouco entristecido por perceber o quanto alguém pode ser radical. O quanto uma pessoa pode priorizar linhas de pensamento a relacionamentos. O quanto as redes sociais (especialmente as de cunho público) podem ser nocivas às pessoas a quem amamos e queremos tão bem.

Calma! Vou explicar.

Tenho um grande amigo de infância a quem sempre respeitei muito. Fiquei feliz quando comecei a perceber que ele se tornou alguém que busca a intelectualidade, uma vez que sempre teve interesse e facilidade em debates relacionados a diversos temas. Ultimamente o Facebook dele tem sido um local de muita opinião pessoal dele (é claro, ele publica o que quiser no perfil dele, e as pessoas o seguem se quiserem, ninguém é obrigado), porém, eu acreditava ser algo saudável, até hoje.

Confesso que já vinha questionando a mim mesmo se realmente ele sabia o limite entre opiniões a ponto de elas não afetarem os relacionamentos que temos com as pessoas que não compactuam com as nossas. Ou simplesmente o limite entre ter opinião própria e estar sendo um "chato de galocha", como já dizia minha mãe.

Não quero ser daqueles "mimizentos" que querem impedir as pessoas de publicarem o que elas quiserem, desde que isso não esteja afetando o psicológico das pessoas a ponto de elas enxergarem aos outros como "esquerdistas" ameaçadores.

Eu nem me aprofundo nesse tipos de assuntos, pois sem que gera muita polêmica e eu já tenho tanta coisa na minha vida pessoal pra resolver, tantos conflitos internos, que prefiro não tomar nenhum partido nessas discussões. Posso ser considerado um alienado? Sim. Completamente. Mas, prefiro ser um alienado feliz, do que ser alguém que afasta as pessoas por seus debates e opiniões.

O grande evento é que esse meu amigo tem muitas opiniões que, ao meu ver, são moralistas. (Fique claro que ninguém é obrigado a pensar como eu. Só estou dizendo pra explicar, ok?) O perfil dele é um verdadeiro centro de debates entre publicações e comentários. Eu confesso que nem leio muito o que ele escreve, pois são muitas postagens ao longo de um mesmo dia. Na maioria das vezes ele defende a ética e a moral na sociedade. Mas, hoje, ele me mandou um vídeo bem "amoral" e "antiético". Eu, claro, não perderia a oportunidade de colocar pilha.

Eu: Vc não decide o que quer.. 🙄😌 Só acho.
Ele: What? Haha! Tá maluco, é?!
Eu: Não.
Ele: Tá falando de quê?
Eu: Vc fica com discurso moralista em público e me manda esse vídeo aí.. 😌
Ele: Não sou moralista. Tá loko?! Isso é uma piada, uma brincadeira. Moralismo é impor ao outro seus valores. Eu não imponho valores a ninguém
Eu: (Percebendo que ele estava entrando em discurso/debate): Apenas reflita. 😌
Ele: Não ha moralismo em ser anti esquerda.
Eu: Rsrs.
Ele: Pois ela destruiu o ocidente e matou 100 milhões. Reflita.
Eu (Realmente querendo cortar qualquer intenção de debate): Foi bom falar com vc hoje. ☺
Ele: Ok. Então não me encha o saco. Ninguém me ensina a viver e a agir não.
Eu (Ainda pilhando): Ihh... Todo nervosinho.

Até aí, para mim estava tudo bem, mas o problema é que ele realmente se ofendeu. Iniciou um discurso "nada a ver" sobre esquerda e foi para onde? Isso mesmo! Para o Facebook dele, desabafar sobre o ocorrido.

Isso realmente me preocupou, pois ele parece estar inserido na categoria daquelas pessoas que têm o Facebook como a parte principal de suas vidas. A meu ver, uma triste forma de se viver.

Espero que ele reflita, como pedi na conversa.

Não julgo ninguém. Só quero que cada um avalie se suas ações condizem com seus discursos, e se ambas são favoráveis às relações humanas com aqueles que os cercam. Pois se tem uma coisa que nós, seres humanos, precisamos mais do que ter razão é sermos felizes, e mais do que curtidas, é ter pessoas que realmente nos amam e se importam conosco, independente de nossa linha de pensamento.

Se você discorda disso, tudo bem! Podemos continuar nos respeitando e amando, sem ofensas. A única guerra que eu quero é de travesseiros. Só quero ser feliz.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lembranças


Hoje eu estava me lembrando de quando era criança. Eu e Camila, minha sobrinha, temos praticamente um ano de diferença em nossa idade, então crescemos juntos. Por diversas vezes, tivemos as mesmas pessoas em nosso círculo de convivência e, na maioria das vezes, elas nos tratavam de formas diferentes.

Apesar de pouca diferença de idade, eu era o grandão. Camila era bem pequena, a ponto de receber o apelido de "nanicolina", na escola. Na relação familiar, ela era tratada como criança e eu como o tio responsável por ela.

A única pessoa que tentava nos tratar com igualdade era minha irmã mais velha, Mary (mãe da Camila), que tentava fazer com que a gente tivesse as mesmas oportunidades e as mesmas alegrias. Por exemplo: Se a Camila ia ganhar um CD de presente, eu ganhava o mesmo CD. Olhando por um outro ângulo pode parecer inútil, perda de dinheiro, uma vez que passávamos a maior parte do tempo juntos, mas ela fazia isso para que eu me sentisse tão especial quanto minha sobrinha, que sempre foi cercada de mimos por todos.

Não era a toa que minha irmã fazia isso. Ela, com certeza, percebia a diferença de tratamento que as outras pessoas tinham entre Camila e mim.

Eu confesso que eu percebia que estava ganhando o mesmo que a Camila pra não me sentir menos amado, inferior, etc. Mas era exatamente assim que eu me sentia.

Eu sentia que só estava ganhando o mesmo que ela, por pena. Quando ganhávamos os mesmos presentes, eu achava que não era digno dele. Só sentia que estava ganhando pra não "aguar". Tipo, "Temos que comprar dois, um pra ela e um pro Douglas".

É claro que, hoje, eu sei que não era essa a intenção, mas é incrível como a mente (mesmo a mente de uma criança) distorce as coisas. Parece algo diabólico, na tentativa de gerar complexos na mente de alguém, pra que cresça como uma adulto que se sente tolerado e não amado.

Por muito tempo foi assim que me senti. Como se as pessoas não sentissem amor real por mim. Como se não houvesse motivos para me amarem.

Isso passou? Confesso que não. Mas, eu aprendi a lutar contra meus próprios pensamentos. Aprendi que se eu me amar, vou conseguir enxergar o motivo de as pessoas também me amarem. Não que as pessoas devam me amar pelo que eu sei fazer, mas por quem sou. E é exatamente isso que tenho feito ao longo de todos esses anos. Tenho me conhecido intimamente, amado cada pequeno detalhe de minha personalidade, sido meu melhor amigo (nunca deixando de me cercar de pessoas especiais, mesmo que seja uma por vez), e assim, quando alguém parece me amar, eu sei que é de verdade, que é algo possível, pois eu também me amo.

Com toda essa reflexão, eu aprendo duas coisas: Os pais, irmãos mais velhos, responsáveis por alguma criança podem lutar com todas as forças para fazer com que ela veja o mundo colorido pintado por uma infância perfeita, mas nada está definitivamente sob seu controle. Não dá pra privar alguém da realidade da vida, pois todos nós estamos vulneráveis à maldade do mundo, desde bem pequenos.

O outro aprendizado é o seguinte: Toda história tem dois lados e, apesar de relatar o meu lado da história, hoje eu pensei no lado da minha sobrinha, a Camila. Que também teve seu lado ruim da história. Sempre tão comparada a mim em questões de aprendizagem. Sofreu uma cobrança injusta por parte das pessoas, quando eu continuei focado nos estudos e ela começou a ter tantas outras coisas chamando sua atenção.

A vida é isso aí... Vencendo nossa própria mente dia após dia. O segredo é enxergar a verdade nas intenções de quem nos ama. Essas distorções da realidade são naturais, coisas da fertilidade da nossa cabeça bagunçada.

No final de tudo, é só tentar arrumar.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Meu pai vs. Minha música


Fechei meu horário de aulas na escola de música. Não vou dizer o nome, porque não tô ganhando nem um centavo pra fazer propaganda... rs! Pelo contrário, estou tendo que pagar pra estudar lá. Enfim, foi o início de uma nova fase na minha vida, ou melhor, a continuação de uma fase paralisada, o despertar de um sonho adormecido. E eu não poderia ter feito escolha melhor!

É claro que não foi fácil o processo de inscrição e matrícula. Eu falei pra mim mesmo que só me inscreveria se alguém pagasse minha inscrição. Não que eu não tivesse o valor. Graças a Deus, estou trabalhando e tenho condição de pagar, mas decidi fazer assim pelo valor significativo que teria. Significava que alguém acreditava em mim. Alguém estava disposto a investir no meu talento musical (subestimado por mim mesmo). E, como eu acredito que nada acontece por acaso, quem pagou minha matrícula foi ninguém menos que meu pai.

Pra quem lê, talvez não seja tão especial assim, alguém que tem o costume de ver os pais pagando as coisas. Mas, deixe eu explicar o motivo de ser MUITO IMPORTANTE o fato de meu pai ter pago a matrícula?

Desde criança eu vejo minha irmã mais velha cantando, estudando música e recebendo todo tipo de investimento por parte do meu pai. Mas, em determinado ponto ela ficou um pouco desmotivada com tudo o que ocorre nos bastidores do meio musical e foi deixando um pouco de lado, vivendo mais para a vida do que para a música. Eu não sei quais foram os efeitos disso sobre meu pai, que sempre investiu nela, mas ele criou total resistência por pagar qualquer coisa relacionada a música para mim.

Ele nunca deu um centavo para aulas de canto, quando eu pedi para fazer fono, por estar em fase de mudança vocal (devido à puberdade), ele se negou veementemente a pagar pra mim. Eu chorava, implorava, mas ele estava totalmente fechado por fazer mais um investimento na área da música para outro filho dele. Acho que ele tinha medo de eu não dar retorno, virar um homem sem responsabilidade, porque realmente é essa a visão das pessoas em relação a quem trabalha com música (isso, aqui no Brasil). Acham que são um bando de desocupados (e muitos deles realmente dão razão a essa fala, né? Mas, deixa isso quieto).

Quando eu quis estudar música num internato em Minas Gerais, meu pai não deu nenhum tipo de apoio! NENHUM! Ele, inclusive, era contra. Falando palavras para me desmotivar, dizendo que eu não ia conseguir. Mas, quando fui informado de que não haveria vaga na Turma de Música, e que a outra opção era estudar na mesma escola fazendo outro curso, ele aceitou. Minha estratégia era trocar para a Turma de Música, dependendo das vagas de desistências, mas acabei não trocando.

O fato é que a reprovação do meu pai não estava em relação à minha ida, a deixar de ter um filho por perto, tanto que ele se abriu totalmente quando eu falei que não estudaria música no internato. Sua resistência era com a Música.

Entendeu por que foi tão significativo, ELE dizer que pagaria minha matrícula?

A sensação é de que aquele medo dele, que se revelava em sua rigidez quando o assunto era Música, ou qualquer coisa relacionada a ela, foi vencido. Ele viu quem eu me tornei e quem eu posso me tornar. Ele viu que realmente é meu sonho, pois, apesar de todos os conflitos que ocorrem nesse meio, depois de todos esses anos, foi algo do qual eu não desisti, e nem pretendo.

É só o começo.

(To be continued...)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Off-line

- Eu andei stalkeando seu Facebook. - disse alguém que não me conhece pessoalmente.

Nessa Era Tinder onde a gente costuma conhecer muita gente pela Internet, antes de conhecer pessoalmente, eu conheci alguém que acabou encontrando meu Perfil no Facebook, deu aquela analisada e chegou a uma conclusão: "Sabe o que eu achei?... Digo... Não leve para o lado pessoal, mas... Você parece ser alguém triste.", falou um pouco sem jeito.

Eu confesso que fui pego de surpresa, apesar de não ser a primeira vez que alguém diz isso sobre uma publicação minha na Rede Social.

- Você é assim? Alguém triste? - insistiu na pergunta.

Cara, eu costumo dizer que o meu facebook só mostra o que eu quero que as pessoas vejam, o que eu quero que elas saibam sobre mim.

Eu sou alguém muito reflexivo, costumo filosofar muito sobre a vida, o sentido dela, especialmente sobre a minha própria vida. Isso rende momentos em que vou até o facebook e escrevo algum desabafo (bem poucos), compartilho algo que, nesses momentos de reflexão tendem a ser um pouco mais melancólicos.

Só que eu comecei a pensar nos meus melhores momentos no último mês (Junho), momentos em que eu ri de gargalhar, abracei, beijei, me emocionei, cozinhei escutando música no último volume (e dançando descompassadamente), cantei no meu microfone de cabo de vassoura, enquanto varria a casa dos meus pais, fiz brigadeiro, assisti filme velho (dos anos 80) agarradinho com a minha mãe num dia frio, passei de mãos dadas, passei sem mãos dadas, reencontrei amigos, fiquei até 4h da manhã em ligação, pra acordar às 5h e ainda assim acordei com um sorrisão no rosto... Nossa! Foi tanta coisa! Eu nem consigo lembrar de tudo pra escrever aqui.

O fato é que se eu estiver realmente feliz, eu nem vou lembrar de pegar meu celular pra tirar uma foto ou atualizar minha localização no facebook, pra tentar (indiretamente) esfregar minha felicidade na cara de alguém.

Os melhores momentos da vida, a gente vive off-line. A vida real é muito melhor do que a virtual! E isso é maravilhoso!

Neurótico como sou, eu ainda fui perguntar para alguém que me conhece se essa pessoa me acha triste. E, apesar de passar por momentos de tristeza (como todo mundo deve passar), eu confirmei que minha vida realmente não tá no Facebook. Eu vivo a vida aqui fora e vou viver ainda mais, quando colocar em prática meus sonhos que estão voltando à tona.

Eu tô tão feliz por isso! (Mesmo não sentindo vontade de publicar uma foto ou um texto expressando essa felicidade no meu Facebook).

Douglas ;)

terça-feira, 11 de julho de 2017

A crise da ROCCO imaginária...

Estou em frangalhos!

Acabo de sofrer uma das maiores desilusões da minha vida.

Desde a adolescência, comecei a ler os livros do Harry Potter (quando o último lançamento literário ainda era “O Cálice de Fogo”, que eu pegava emprestado da Daniele, minha amiga de escola que tinha os pais ricos e compravam tudo o que ela pedia, desde fitas de vídeo com os desenhos de Walt Disney, até a coleção de livros de Harry Potter, dos quais eu morria de inveja branca).

Fato é que em todas as vezes que eu lia um dos livros de Harry Potter (escondido da minha mãe), eu agradecia mentalmente aos grandes responsáveis por trazer o mundo mágico de Hogwarts para as mãos dos brasileirinhos, como eu. Como eu admirava a editora ROCCO! (O que dizer dessa editora a quem eu mal conheço, mas já considero pakas?!).


Enquanto a admirava em silêncio, eu fazia planos de, algum dia, conhecer a editora. Confesso que já pensei, inclusive, em trabalhar lá, chegando quase enviar meu curriculum, apesar da não ter nenhuma qualificação formal necessária para qualquer cargo em uma editora.

Voltando ao assunto...

Eu passei esse amor de Harry Potter para minha sobrinha, quando ela começou a desenvolver a curiosidade pela leitura, chegando a defender a todo custo a ROCCO, quando minha sobrinha disse que a Editora da qual ela mais gostava era a Intrínseca. (“Traidora!”, pensei.).

Minha sobrinha fez 18 anos, se mudou para o Sul, mas veio passar as Férias comigo. Planejamos elaborar um roteiro de férias pelo Rio, visitando lugares onde gostaríamos de ir, e como amamos livros, por que não visitar uma editora?!


Entrei no Site da Editora Rocco e enviei o seguinte e-mail:
Em questão de minutos, recebi a resposta:


"E os milhares de lugares muito mais divertidos que o nosso escritório"... Mais alguém focou nessa frase e chorou? Ou só eu?!

Meu mundo caiu... (imaginem Wanessa "põe" Camargo, "tira Camargo" cantando). Imaginava um mundo mágico dos livros, cheio de histórias, imaginação, pessoas criativas, felizes e sorridentes por poderem ler e trabalhar em prol da literatura, especialmente no que diz respeito à produção das traduções de Harry Potter... E só hoje, aos 26 anos de idade é que me dei conta que a Editora é só mais um escritório cheio de gente lidando com trabalho burocrático o dia inteiro, doido pra dar o horário de sair e ir para o barzinho tomar uma cerveja.

#LutoEditoraRocco

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EDIT1: (Espero que, apesar de toda a verdade contida neste texto, as pessoas consigam identificar a ironia em cada exagero)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Be yourself!

Quando eu era criança, não queria crescer.

Eu confesso que, às vezes, me perdia em pensamentos, imaginando como seria minha vida adulta e, apesar de todos os prós, havia muitos contras que, em maioria, me impediam de querer que o tempo passasse para mim.

Eu queria morrer cedo.

Minha expectativa de vida era de, no máximo, até os 18 anos. Mesmo assim, eu não conseguia me imaginar com essa idade.

Aconteceram muitas coisas boas ao longo da minha infância, mas também houve momentos ruins. O pior era quando esses "momentos" duravam longos períodos de tempo, às vezes dias, ou anos.

Crescer, para mim, significava ser obrigado a enfrentar a realidade da minha própria vida como ela é. Assumir a responsabilidade de ter uma história totalmente diferente das que eu costumava ler, assistir em desenhos animados, ou ouvir de outras pessoas.

As histórias alheias eram tão bonitas! Cheias de viradas favoráveis ao protagonista (quando este não se tratava de mim), e eu me envergonhava da minha própria trajetória. Eu não queria ser eu. Queria ser eles: os donos das boas histórias felizes e famílias aparentemente perfeitas. Na minha visão, eles eram filhos preferidos de Deus.

Mas, algo em mim mudou.

Antes, eu procurava culpados para minhas feridas, porém, com a maturidade, passei a encarar tudo como "o rumo que a vida tomou", aceitar que essa é a minha história e que eu não devo me envergonhar dela.

Chega uma hora em que você se sente pronto. Pronto para compartilhar com o mundo quem você realmente é, suas imperfeições, detalhes sobre sua história que podem servir de aprendizado se compartilhados com outras pessoas que, talvez, estejam vivendo algo parecido com o que você já viveu (ou esteja vivendo), e poderão perceber que não estão sozinhos nesse lugar que chamamos de mundo. Que podem te chamar de amigo e se sentir acolhidas, fortalecidas para continuar caminhando pelas estradas da vida.

É claro que também haverá muitos julgamentos, reprovações, etc, mas, hoje, suas intenções já não irão consistir em agradar a alguém além de você mesmo. Antes de tudo, ame-se, aceite-se, faça a si mesmo feliz.

O resto vem!

Douglas ;)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Furacões, Fases e Normalidade

Quando estamos em meio aos "furacões" da vida, a sensação é a de que tudo se mistura, se confunde, nossa visão a respeito da realidade fica totalmente afetada. Era assim que eu me sentia.

Na verdade, eu nunca estive, literalmente, dentro de um furacão, mas acredito que definitivamente não seja exatamente como naquela cena em que a Dorothy viaja até o País de OZ, podendo enxergar tudo tão claramente, a ponto de identificar outras pessoas que estavam na mesma merda situação que ela.


Apesar dos furacões, porém, há um momento em que tudo volta ao devido lugar, a um pleno estado de normalidade. Porém, a normalidade, nem sempre é bem-vinda, por uma tendência natural de se desvalorizar o que é comum.

Contextualizando algo que li em um dos livros perfeitos do querido Fabrício Carpinejar (Sim! Estou apaixonado por ele!), aprendi que os dias normais são necessários, para podermos dar mais valor aos dias felizes, especiais. Afinal, o que seria dos fins de semana, se todos os nossos dias fossem livres? Não valorizaríamos tantos os dias em que podemos acordar mais tarde, ou ficar de pijama em frente à televisão durante toda uma tarde. O fim de semana seria só mais um dia da semana.

Por favor, não ouse pensar que seria perfeito se todos os dias fossem assim, pois há milhares de pessoas desesperadas por poder acordar cedo e bater cartão em uma empresa, para se sentirem novamente integrantes ativas da sociedade, e não podem, devido ao desemprego. E por muitas vezes reclamamos "de barriga cheia" do que temos, ingratamente.



Estou plenamente consciente de que essa posição de normalidade não é definitiva, pois os furacões vão e vêm. Eles não são algo do qual a gente possa dizer que se livrou definitivamente. Mas, o importante mesmo é saber reconhecer que os momentos (tanto os altos, como os baixos, e os comuns) são fases.

Pode parecer um pouco triste imaginar que um momento especial que estejamos vivendo, seja temporário e acabará dando lugar à normalidade, ou a um momento ruim (é... isso faz parte da vida); mas viver consciente de que a vida é feita de fases, torna-se uma estratégia para dias maus, pois se temos essa verdade em mente, saberemos que os "baixos" são tão temporários quanto os altos, e irão passar, igualmente, dando lugar a novos e bons dias.


O que eu ainda estou aprendendo é a olhar a vida com esses olhos. Um olhar que tenta me fazer enxergar que não somos só mais um número em meio a milhões de pessoas, mas somos especiais, sim! Dentro da individualidade de quem nós somos, da diferença que fazemos na vida das pessoas, mesmo sem perceber, não pelo que temos, mas pela nossa essência.

Eu não quero que o furacão volte, deixando tudo devastado novamente. Mas, se ele voltar (porque eu acho que vai), eu só quero me lembrar de uma coisa: ele sempre vai passar.

SEMPRE!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Meus chefes te agradecem...


A você que, um dia, me desiludiu no amor, gostaria de transmitir os sinceros votos de gratidão da parte de meus chefes.

É inexplicável a forma como o trabalho rende!

Assuntos inacabados são prontamente resolvidos. Papéis acumulados logo recebem um fim, tal quais as cartas, bilhetes e mensagens apaixonadas que trocamos.

Os telefonemas para agendamentos de reuniões que naturalmente deveriam ser feitos pela Secretária, os faço eu mesmo de bom grado, na tentativa de suprir a falta de discar seu número de telefone, ter alguém com quem marcar um encontro e desejar que tenha um bom dia.

Organizo a bagunça da minha própria sala com a mesma intensidade e rapidez que gostaria de conseguir organizar de uma vez por todas a bagunça que você deixou dentro de mim.

Meus chefes te agradecem pelas horas-extra que tenho feito. Tudo para ocupar minha mente com trabalho, já que o vazio de meus pensamentos só me levam de volta a você.

Por fim, eu mesmo preciso agradecer. É incrível como, logo que você se foi, voltei a pensar em prosseguir com meus estudos aos fins de semana, antes reservados a nós dois. (Já vi até o preço da Pós!).

O melhor disso tudo é que todo o meu compromisso com o trabalho pode me render uma promoção, quem sabe um aumento. E uma vez que o Dia dos Namorados se aproxima, terei condição suficiente para o presente que darei, e o jantar romântico que proporcionarei a mim mesmo.

Afinal, eu mereço, né?!

***

Playlist "Work"



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Receita para um coração partido


Texto dedicado "aos corações que sonham, tolos como podem parecer. Para os corações que sofrem e para a bagunça que nós fazemos".

  • Primeiro, escolha alguém que prometeu a si mesmo não mais se apaixonar.
  • Torne-se presente no dia a dia dele, a ponto de sua presença poder ser sentida mesmo quando ausente.
  • Responda prontamente às suas mensagens, ligações e até mesmo àquelas figurinhas, com mensagens fofas de aprovação.
  • Faça com que ele eternize diversos momentos especiais que vocês tiverem ao lado um do outro.
  • Deixe que ele se abra para a sua amizade e dê muitas esperanças de que o interesse por algo mais seja mútuo.
  • Faça-o acreditar que você sente o mesmo que ele. Inclusive, que você sente como se o procurasse há muito tempo e finalmente o houvesse encontrado.
  • Espere até que ele não deseje nenhuma outra companhia além da sua.
  • É importantíssimo fazê-lo acreditar que TUDO é recíproco. Especialmente o fato de nada nele ser um incômodo ou um defeito aos seus olhos.
  • Ele precisa chegar a dizer que você tem sido seu melhor amigo nos últimos tempos, e que tem compartilhado toda a sua vida com você.
  • Aguarde até que ele fale de você para as pessoas mais especiais da vida dele.
  • Deixe que ele diga estar apaixonado. Aproveite para pedir que ele disserte sobre o próprio sentimento.
  • Adicione alguns dias sem se ver, dê esperança de algum dia possível e mude os planos para outro dia posterior.
  • Deixe-o esperando por respostas às mensagens. Especialmente àquelas mais sentimentais.
  • É fundamental demonstrar que ele não faz mais parte de suas prioridades.
  • Quando ele perceber a mudança e quiser conversar sobre, coloque a culpa no trabalho, na rotina, no estresse, no mundo! Mas, não entre em detalhes, afinal, ele precisa se afligir por dias e questionar o que pode ter feito de errado.
  • Adicione muito fermento aos menores vacilos dele, fazendo-os parecer grandiosos. Especialmente àqueles relacionados a pedidos por atenção, carinho e mensagens de saudade.
  • Passe a ser monossilábico em suas respostas, sem desenvolver muito (ou nada) os assuntos. Principalmente aqueles que, para ele, são mais importantes e que ele costumava compartilhar com você.
  • Deixe que somente ele te chame, demonstre, se preocupe, insista...
  • Bata tudo com canções que tragam a ele memórias passadas.
  • Dias frios e chuvosos, poucos afazeres/distrações e poucos amigos vão à gosto.
  • Pronto! Assim, você terá o que deseja.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Coração com Coração


Era feriado. Os grandes centros culturais estavam lotados de pessoas que desfrutavam de tempo livre.

As praças também dividiam espaço entre ambulantes, jovens em seus skates e patins, e pessoas que simplesmente caminhavam desfrutando da brisa gelada que contrastava com o sol que aquecia a pele.

As ruas, porém, estavam praticamente vazias. O comércio permanecia fechado, com poucos restaurantes, cujas mesas se espalhavam pelas velhas ruas ladrilhadas do centro do Rio de Janeiro.

Foi nesse cenário que eles se encontraram pela primeira vez.

Um coração machucado e outro, cheio de vida, disposto a doar-se para sarar as feridas do primeiro.

Entre conversas, surgiram os primeiros gestos de carinho, o coração ferido pôde ouvir por diversas vezes o que há muito não ouvia. Palavras que o fizeram se enxergar como já não conseguia.

Ele olhava para o sorriso de seu companheiro e era iluminado por seu olhar vivo, sua sinceridade e a felicidade estampada em seu rosto.

Será que ele poderia confiar?
Ele poderia mostrar suas feridas?

Ele acreditou que sim. Deu o primeiro passo. Pediu diversos abraços. Parecia mágica. Ia além do que ele poderia explicar. Ele realmente não se sentia assim há muito tempo.

Quando os dois corações se encontraram, puderam ouvir o som de harpas célticas tocarem em meio à penumbra. Um calor os rondava, mas isso não os impediu de se aconchegarem no abraço um do outro. Eles não se importavam com nada, com ninguém ao redor. Só havia os dois ali.

À medida em que o dia passava, a hora da despedida se aproximava. O coração ferido, sem habilidade para despedidas (depois de todas as que já teve que fazer ao longo da vida), não sabia o que sentir, o que fazer, o que sentir. Só sabia que, depois daquele dia, o que ficaria seria uma conhecida amiga, a quem ele chama intimamente de saudade.

domingo, 5 de março de 2017

O que fizeram com a sua felicidade?


Ontem eu comentava com um amigo sobre algo que aconteceu comigo, recentemente.

Vinha de uma semana cansativa de trabalho e atividades extras. Muita correria, um cansaço mental e estresse que me faziam não render, não desfrutar dos melhores momentos do dia, não viver.

Na primeira oportunidade que tive, eu não planejei nenhuma festa, passeio ou filme na companhia de alguém (por melhor que a companhia pudesse parecer). Na verdade, eu estava tão acabado, que não tinha cabeça sequer para planejar algo. Eu estava ansioso pelo meu mais que merecido descanso, que finalmente chegara.

Lembro de ter dormido até tarde, ficado na cama, ouvido música, tomado vários banhos e voltado (novamente) para a cama, devo ter lido alguma coisa, escrito algo. Enfim, vivi um dia desconectado e isolado no que, para mim, havia sido um dia, acima de tudo, feliz. Eu me sentia preenchido pela minha própria vida, na simplicidade de viver o que eu precisava ter vivido naquele dia.

Meu grande erro, porém, foi, ao fim daquele dia, até então, maravilhoso, ter entrado numa maldita rede social chamada Facebook (alguém aí já ouviu falar dela?). Eu comecei a zapear a tela do celular, mesmo deitado, pouco antes de dormir o sono da noite, e vi fotos de pessoas sorridentes, acompanhadas de outras pessoas sorridentes, em praias, festas, passeios, ou até mesmo em casa, na piscina, tomando sol naquela tarde de verão que havia passado.


Lembro que, instantaneamente, uma sensação de descontentamento com minha própria vida tomou conta do meu interior. Meu coração entrou num estado de desagrado com meu próprio dia. Minha mente me dizia que "aquilo sim (o que via nas fotos) era viver, e não o que eu 'vivi' durante meu dia de descanso", e eu comecei a me entristecer por ter "desperdiçado" meu dia dentro do quarto.

Naquele momento um estalo me salvou do sono que tentou paralisar minha alegria pela minha própria vida, e eu repreendi a mim mesmo pela forma como estava me permitindo pensar. O meu dia havia sido maravilhoso, SIM! E eu não deveria comparar minha vida com a de outras pessoas.

O dia delas poderia, sim, ter sido maravilhoso em suas praias, passeios e amizades, porém, isso não significava que o meu dia longe do celular ou das lentes de uma câmera a divulgar minha alegria nas Redes Sociais, tinha feito com que minha vida fosse considerada medíocre e inválida.

O problema que nós, seres humanos, precisamos consertar em nós mesmos (e em mais ninguém), é esse: parar de comparar nossa vida com a vida das outras pessoas.

Como diz uma querida mentora, estamos tão felizes com a nossa TV de 14 polegadas, até chegar o caminhão das Casas Bahia na casa do vizinho, com uma TV de 42. Começamos a não gostar tanto assim da nossa, de 14.


Meu desafio diário é viver minha própria vida, ser feliz ao meu próprio jeito, proporcionar alegria às pessoas ao meu redor, e não ficar invejando (sim, invejando - porque essa é a palavra ideal para esse sentimento) a felicidade alheia.

Portanto, sejamos mais gratos pelo que temos, sem questionar o motivo de alguém aparentemente possuir mais do que nós. Porque viver esse tipo de vida que compara e compete, é uma triste maneira de viver.

Enjoy the day! Enjoy the life! Be happy! Carpe Diem!

Beijos
Douglas ;)

sexta-feira, 3 de março de 2017

Palavras, apenas palavras


Estou em uma casa silenciosa, o tempo está fresco, acabou de chover. Diante de mim há uma bela janela que dá para um vasto espaço com árvores. Sobre a mesa onde estou escrevendo há um jarro com rosas. A paz reina do lado de fora, mas não dentro de mim. Aqui dentro há um turbilhão de dúvidas, medos e incertezas. Arrependimentos por atitudes tomadas, precipitações... Tudo o que alguém poderia sentir por ter cometido um erro está se remoendo dentro de mim.

As vezes me sinto centrado, outras inconstante. Quando penso que a maturidade finalmente se desenvolveu em mim, de repente, sou surpreendido por um sentimento de infância, insegurança, necessidade de proteção.

Tento colocar para fora, em forma de palavras o que realmente sinto, mas não consigo.

Tenho a necessidade de narrar meus sentimentos de forma indireta, tentando expressar como estou por dentro, quando por fora tudo está do jeito que sempre desejei. O que me falta? Eu confesso não saber explicar.

O medo de colocar no papel as palavras que me apunhalam o interior vem de minha fama de pacificador. Aquele que não cria problemas, o bom filho, o exemplo a ser seguido... O que pensariam se essa pessoa tão perfeita dissesse o que realmente pensa? O que realmente sente?

Assim, novamente calo meu interior, aquieto as palavras, fecho as portas para a liberdade que deseja ser aprisionada em mim.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Medo, pra quê te quero?


Fevereiro acabou e eu nem percebi.

Foi só quando olhei para o visor do celular que me dei conta: março tinha chegado de mansinho, sorrateiro, mas já deixando suas marcas na minha vida.

Tanta coisa pra pensar, colocar na balança, ver se estou fazendo certo (sentindo certo...)... Medo de tomar atitudes que depois resultem em arrependimento. Esse medo só empata com o de não me arriscar, não tentar, de não viver...

Confesso que não saberia dizer qual dos arrependimentos seria pior. Acredito que o segundo. É... Na verdade, eu sei. Talvez, só não queira assumir os riscos e responsabilidades de uma vida de verdade. Mas, preciso me lembrar de que para viver os benefícios de uma vida, primeiro eu preciso assumir os riscos de TER uma.

Algo que tenho dito (e repetido muito) a mim mesmo é que a única certeza que temos é sobre o 'hoje', portanto, ao invés de ficar pensando, precisamos nos dedicar a viver. A história, as vezes, se faz sozinha. Os caminhos vão nos direcionando para o rumo certo. Precisamos apenas ter nossos objetivos em mente e saberemos a hora certa de tomar determinada rota.


Por exemplo, a segurança e estabilidade que um emprego traz para a vida da gente contrasta com a insatisfação que podemos estar sentindo no ambiente de trabalho. E aí, a gente se questiona: vamos vender nossa liberdade, por dias de insatisfação dentro de uma empresa? Em contrapartida, vamos nos arriscar a deixar de ter o que temos? Perder nosso "padrão de vida"? Mas, que padrão de vida é esse que se baseia em uma insatisfação plena, por estar em um ambiente onde você se sente indesejado?

Será que não falta apenas o primeiro passo de coragem, mesmo diante da incerteza?

A vida já é tão incerta, então, por que não tomar as rédeas das decisões que nós mesmos podemos tomar?

Como eu disse anteriormente... O medo é de fazer o que não deveria, mas, principalmente o de não fazer o que deveria ter feito e ficar imaginando o que teria acontecido caso eu tivesse feito.

São muitas (MUITAS) questões a serem resolvidas... E pensar que a gente fica se preocupando tanto pra um dia tudo isso aqui acabar e a gente, finalmente chegar a conclusão de que era tudo besteira. Todas as preocupações e medos. E é por isso que eu repito: "Viva o hoje! Para um pouco de pensar no amanhã". Acho que assim a gente consegue ser mais feliz, criar memórias e, quando tudo isso acabar, vai poder olhar pra trás e dizer: "É... Eu vivi tudo o que tinha que viver!".

Douglas ;)
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P.S.: Eu tinha vindo aqui só para compartilhar um pouco da trilha sonora que embalou meus dias durante o mês que passou e acabei refletindo novamente sobre a vida. Me perdoem por isso!


Eu a criei no Spotify. Assim, até quem não tem conta lá pode acessar e ouvir, enquanto lê o Blog. Já quem tem Spotify pode, inclusive, salvar a Playlist pra ouvir depois, se for o caso.

Um abraço!
Douglas ;)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Estarei, enfim, vivendo

Seja por alguma atitude que eu não tomei, por uma visita que eu não fiz, uma mensagem que eu não respondi, pelo tempo ocioso que deveria ter sido ocupado com alguma atividade (principalmente as físicas...), mas sempre (SEMPRE) tem alguma coisa que eu gostaria de ter mudado no meu dia, ao fim dele.


Não sei o real motivo dessa sensação de insatisfação com o que possa ter feito ou deixado de fazer, mas estou apenas dizendo que isso acontece. Será que alguém poderia ler este desabafo, sem pensar em uma possível resposta, ou conselho para me dar, na intenção de fazer com que isso não mais aconteça? Será que poderia apenas me "ouvir", talvez se identificar com o que estou dizendo e, mesmo que não concorde, me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem?



É que, as vezes, me pedem para ser alguém diferente de quem sou.
Outras vezes, eu mesmo gostaria de não ser igual a mim mesmo.

Um dos meus maiores erros na vida sempre foi achar que as pessoas me tratariam da mesma forma como eu as trato. Parece algo tão lógico! Se eu te trato com educação, respeito, cortesia, amabilidade, compreensão, reconhecimento, gratidão, entre tantas outras coisas, você deve me tratar com nada menos do que com educação, respeito, cortesia, amabilidade, compreensão, reconhecimento, gratidão, entre tantas outras coisas.

Que tolo eu era... Mal sabia que o ser humano não vê a vida assim. Que a visão corrompida pelo egoísmo só enxerga o "venha a nós", mas quando é a vez de retribuir, a mente alheia se "oblivia" e esquece do bem que recebeu.


Que tolo eu sou... Caindo no "conto do vigário" vez após vez, acreditando na possibilidade de não ser ferido por gerar falsas expectativas nas boas mudanças de alguém.

Tanto trabalho desperdiçado! Tanto investimento perdido... Penso (SIM) em jogar tudo para o alto e, em uma carta de despedida, mostrar tudo o que poderia ter sido melhor se alguém se importasse em fazer com que ambos os lados fossem felizes. Mostrar que não era tão difícil me fazer feliz. E deixar que, enfim, valorizem quem eu sou (ou era). Mas, infelizmente, já estarei bem longe quando isso acontecer... Estarei, enfim, vivendo.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Solitude?


Às vezes eu me sinto um bobo por não aproveitar as coisas que eu sei que me fazem bem. Escrever, por exemplo, sempre foi uma forma de extravasar. Eu nunca fui alguém de me abrir com pessoas, pelo contrário, me abria muito nas páginas de Agendas e Cadernos. Porém, conforme a vida foi me apresentando outras possibilidades, eu fui negligenciando a solitude.

Solitude é diferente de solidão. Na solidão, você pode estar rodeado de pessoas, porém, se sente sozinho, solitário, desamparado. No caso da solitude, mesmo que você esteja só, sem pessoas ao redor, você não se sente solitário. Você está acompanhado por você mesmo.

A solitude é fundamental para o bem estar da mente humana. Eu vivi isso na prática durante minha vida toda. As pessoas perguntavam como um menino tão jovem podia possuir uma sabedoria tão grande, conseguia pensar, refletir antes de agir. E eu sempre atribuí essa minha “sabedoria” aos meus momentos de solitude com um caderno e uma caneta, onde eu colocava todos os meus pensamentos no papel e os via de um novo ângulo.

Infelizmente, a sociedade desdenha de pessoas que passam tempo sozinhas. Acham que é triste você ter momentos consigo mesmo, mas essas pessoas não sabem que quanto melhor você estiver com você mesmo, melhor estará com o mundo ao seu redor, será mais dono de suas próprias atitudes, escolhas, obterá mais êxito.

A companhia das pessoas não pode gerar em nós uma dependência. Precisamos estar felizes em meio às multidões, mas, felizes também quando estivermos em nossa própria companhia.

Isso é SER feliz.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Onde está o amor?

Voltando do feriadão e, confesso, não estava preparado psicologicamente para retomar minha rotina de trabalho. Fim de ano parece que a rotina piora, aumenta. Além disso, tenho pensado em tanta coisa. Estou me tornando quase um filósofo interno. Decidi, então, escrever sobre o que vem atormentando minhas ideias, na intenção de desacumular a caixa dos meus pensamentos.

Semana passada, algo que não parou de me atormentar foi uma pergunta que eu mesmo me fiz. Sabe quando você olha ao redor e não consegue encontrar alguém que se disponha a te amar? É como se as pessoas tivessem se tornado tão distantes e superficiais. Isso, quando não colocam os próprios interesses antes dos seus.

Aí, você lê isso que eu acabei de escrever e pensa: "Cara, que egoísta!". Eu mesmo estou pensando isso de mim. Como posso perguntar onde está o amor das pessoas, quando eu mesmo não tenho atitudes que demonstrem amor por elas? Mas, não me refiro a pessoas como meus pais, ou alguém da minha família com quem eu tenha afinidade, mas a pessoas a quem "não devo" amor. Pessoas a quem, se eu amasse, amaria sem receber nada em troca. Quase como uma "corrente do bem" (nunca vi esse filme), mas correntes, na mente da maioria das pessoas, hoje em dia, trata-se de algo careta e ultrapassada.

Tão fácil olhar para o outro e reconhecer as falhas alheias, mas... E quanto a nós? Estamos fazendo algo pra mudar essa falta de amor na humanidade (se é que ainda podemos chamar nossa espécie de humana)? Ou, como eu fiz durante a semana passada toda, nos assentamos em meio ao monturo para assistir o simples desamor a nós mesmos e lamentar por não sermos amados como gostaríamos?

Olhe pra você mesmo. Que tal dar o primeiro passo em direção a forma como você quer que a humanidade caminhe? Se você quer um mundo mais honesto, comece a cumprir com suas obrigações pontualmente, seja autêntico, seja justo mesmo nas mínimas circunstâncias. Quer um mundo mais feliz? Sorria mais, semeie coisas boas na vida das pessoas quando elas menos esperarem. Quer um mundo mais altruísta? Que tal colocar-se no lugar do outro, pensar como o outro pensaria ou se sentiria com uma ação sua? Se aquilo fizer mal a alguém, não faça!

O problema é que a gente passa tanto tempo focado em NÃO fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco, que esquecemos da segunda parte da regra: "Faça pelo outro aquilo que gostaria que fizessem a você!".

Se, assim como eu, você tem se perguntado "Onde está o amor?", pare de procurá-lo no que as pessoas podem fazer por você e comece a encontrá-lo no que você pode fazer por alguém.

Hoje é um ótimo dia para começar!

Até o próximo Post.

Douglas ;)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sonhar + Projetar = Realizar


Quero escrever. Apenas escrever. Algo que faça sentido para mais alguém além de mim mesmo.

Às vezes eu me pergunto se escrever é algo "falido" nos tempos modernos, uma vez que as pessoas preferem assistir vídeos no YouTube ou acessar microblogs do que dedicar seu tempo a longos textos. Eu mesmo confesso que estou preferindo assistir Resenhas sobre os livros que leio do que ler as Resenhas, como fazia antigamente.

Certas vezes penso que nem tenho o que escrever, outras penso que existem diversos mundos dentro de mim, esperando para serem trazidos para fora.

Enfim... Não posso esquecer que a graça de ser escritor está no prazer da escrita, e não no improvável mérito que isso possa trazer.

Quem sabe, eu grave um vídeo por dia para descrever o meu processo criativo. Mas, para isso, terei que me desafiar a escrever todos os dias. Talvez eu possa registrá-los aqui para, lá na frente, quando estiver finalizando o processo de escrita, eu possa recordar minha trajetória.

Talvez, assim eu consiga. Mas, não posso (nem quero) desistir. Conto com a energia positiva de quem vier a ler esse pequeno desabafo sobre meus sonhos particulares.

Até a próxima atualização!

Douglas ;)


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Aprendendo a confiar


Pra você, é fácil confiar? Pra mim não.

Não sei se acontece só comigo, mas não tenho tanta facilidade em me abrir logo com alguém. Preciso de tempo, de provas. Preciso perceber que alguém é digno da minha confiança. Afinal, já quebrei muito a cara por tentar confiar em alguém quando sentia que não deveria. Foi aí que aprendi a confiar, mas confiar nos meus próprios instintos.

Cara! Se você sente que ainda não é hora, não faça! Espere seu próprio tempo para dar o próximo passo. É que a gente vive em um mundo tão imediatista, que acaba não percebendo o valor da es-pe-ra. (É... Quase não se vive mais essa palavra).

Esperar é necessário! Especialmente quando é por algo que vale a pena. E tudo tem o seu tempo certo.

Filosofando um pouco... Se você planta uma semente, é preciso esperar para que ela brote e a árvore cresça forte e saudável, a seu tempo. As frutas vão ter o tempo de nascer, crescer e amadurecer. Mas também haverá tempos em que a árvore ficará ressecada, as folhas cairão e o frio virá sobre ela. Mas esse não é o fim! No tempo certo a vida invadirá novamente aquela árvore, lhe restaurando as forças, a fertilidade, a primavera trará a ela a capacidade de florescer.

Esperar faz parte da vida (Percebe?) Portanto, se você sente que ainda não é hora de confiar, não sinta-se pressionado pela opinião de alguém (Caramba!). Espere pelo tempo em que seu coração te trará paz para seguir em frente. Na hora certa, não importa o que irão dizer ou pensar, você vai olhar pra frente e sentir que pode dar mais um passo, que todo o universo irá conspirar ao seu favor.

Com o passar do tempo tenho aprendido a confiar. E, graças a Deus (e aos meus instintos), tenho confiado nas pessoas certas, e isso não tem acontecido no tempo das pessoas, mas no meu próprio tempo.

Ainda acho difícil? Acho. Mas, com o passar dos dias e com as experiências vividas (as boas e as ruins), parece que você começa a olhar para aquela pessoa e sentir: "É... Eu posso confiar.".

Confiar é li-ber-ta-dor! Mas só é quando a pessoa em quem você confia corresponde sua confiança à altura.

Vale a pena confiar. Vale a pena acreditar que ainda existem pessoas dignas de confiança no mundo, que se importam com algo a mais além delas mesmas. Pessoas que sabem te ouvir e não sair por aí espalhando suas fragilidades. Pessoas que escolhem te amar apesar de você não ter mais nada para oferecer além da sua amizade.

Quem sabe, você só precisa SER uma dessas pessoas dignas de confiança pra que alguém (a seu próprio tempo) também possa confiar em você.

Estamos no caminho!

Douglas ;)

*Texto dedicado especialmente ao meu amigo Gabriel Camelo.

sábado, 21 de janeiro de 2017

26


A cada ano que passa eu me convenço de que a vida precisa ser comemorada com mais frequência do que apenas uma vez por ano, nos aniversários. As pessoas precisam se sentir especiais mais e mais vezes ao longo de seus dias. Fazer o que gostam, reunir aqueles a quem amam, serem elas mesmas (sem julgamentos alheios), ouvirem o quanto são admiráveis aos olhos de alguém...

Isso tudo faz tão bem para a alma! Mas, infelizmente, a cultura da sociedade é a de declarar o bem a alguém apenas em ocasiões especiais.

Imagine se algum dia as pessoas conseguissem tratar umas às outras como se todos os dias fossem o dia de seu aniversário! Dizer palavras de carinho, distribuir abraços, olhares afetivos, escrever cartões e dar presentes, levar café da manhã na cama, sair pra passear, deixar mensagens inesperadas no facebook dizendo o quanto alguém é importante para sua história. Não há dúvida de que assim seríamos mais felizes e viveríamos em um mundo melhor.

Quanto ao dia de seu aniversário, ele precisa ser o mais parecido com seus demais dias. Não em relação à monotonia das obrigações e a falta de declarações de carinho. Muito pelo contrário. Se todos os seus dias forem recheados com tudo o que eu já falei antes, seu aniversário será apenas uma extensão de toda a alegria que você já está costumada a desfrutar (e distribuir) no dia a dia.

Só assim você terá a certeza de que é alguém feliz não por um único (e curto) dia, mas que todos os seus dias são plenamente felizes.

Douglas ;)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sonha, menino, sonha...

"Ocean meets sky" - Terry Fan

Na vida podemos fazer planos... Ou não. Podemos simplesmente estagnar. Mas, sinceramente, não foi essa a vida que eu projetei para mim. O problema é que às vezes a gente olha pra si mesmo e se vê como alguém "não importante". Quem vai querer ler nossos textos, ouvir nossas composições, ou simplesmente nossa voz interpretando uma canção com todo o coração? "Infelizmente, você não tem o X que a gente procura...".

Muitas vezes, a falta de oportunidade nos faz desacreditar de que nossos sonhos possam se tornar realidade. Mas, tudo o que é construído (e bem construído), respeitando o tempo certo para seguir adiante, rumo à próxima etapa, é mais duradouro do que tudo o que se conquista facilmente. Quantas pessoas enriqueceram tão rapidamente e logo se perderam em meio à própria fortuna, por não saber administrá-la? Quantos explodiram em uma fama sem fundamento e logo desapareceram com a mesma rapidez com que surgiram?

No último fim de semana eu estava assistindo ao documentário de alguém a quem admiro, que tem uma vida bem sucedida, apesar de inúmeras frustrações, porém, alguém que sempre teve quem investisse e acreditasse em seu potencial. Comecei a pensar como é fácil você ter tudo quando tem condições de pagar por aquilo. É fácil as pessoas quererem fazer as coisas para você quando você já está no topo, no sucesso absoluto. Infelizmente, as pessoas só querem apoiar o que já está dando certo. É tão difícil encontrar alguém que acredite em você quando nem você mesmo acredita mais!

São tantos sonhos... E, às vezes parecemos tão egoístas em querer que eles se realizem. Afinal, ninguém pode ter tudo o que deseja. Aprenda a lidar com suas próprias frustrações! Todo mundo tem as suas! Mas, isso é uma grande mentira. Você pode, sim, conquistar seus sonhos.

Talvez você não tenha dinheiro para publicar um livro, mas nada te impede de se dedicar a escrever suas histórias, como se elas pudessem ser publicadas. E por que não imaginar que uma grande editora está aguardando avidamente para ler e revisar o que você escreve, devido aos inúmeros fãs que aguardam pela publicação? Por que não escrever suas próprias composições e gravá-las à capela até que alguém que acredite em sua capacidade potencial se interesse por arranjá-las? Por que não gravar seus próprios vídeos editados por você mesmo de forma totalmente amadora (e dar o seu melhor nisso) até que alguém que super entende de edição se prontifique a editar para você?

Só não deixe de sonhar. Não deixe de projetar. Alguém vai querer ouvir sua voz, ler seus textos, ver seu sorriso em uma foto.

Assim, quando a oportunidade, o dinheiro, as pessoas certas aparecerem na sua vida, você vai estar pronto, preparado para realizar seus sonhos. Faço minhas as palavras que li no Blog da Jéssica:

"o mundo precisa das suas ideias. Não importa quantas pessoas estejam fazendo a mesma coisa, não importa se te chamam de egoísta quando você segue os seus sonhos, egoísmo é você deixar o mundo sem as suas ideias. Se você tem uma ideia, compartilhe com as pessoas, talvez hajam pessoas precisando delas e você está sendo egoísta em não apresentá-las ao mundo." 

Estava com saudade de escrever aqui.
Até o próximo Post!
Douglas ;)

Esta música tem me acompanhado desde o último fim de semana



*Se alguma imagem utilizada para ilustrar esta ou outra postagem pertencer a você, terei o maior prazer em acrescentar os créditos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Mudanças...


Na vida, quase tudo muda. Quem um dia foi amigo, deixa de ser. Alguns sentimentos dentro de nós deixam de existir. Descobrimos novos mundos, novos rumos, novos sentimentos, novos amigos. Algumas mudanças, no entanto, são tão dolorosas! E o mais triste de tudo é perceber que o que um dia foi atenção, afinidade, cumplicidade, tornou-se indiferença.

Apesar da maturidade, existem coisas com as quais infelizmente não nos acostumamos ou simplesmente não aprendemos a lidar. Talvez, não por não conseguirmos, mas por não querermos. A amnésia de alguém sobre tudo o que um dia foi vivido (demonstração de ingratidão) é um desses "indesejos", especialmente quando vêm de alguém com quem foi compartilhada uma vida inteira, quem nunca poderia ser magoado, verdadeiros portos seguros em meio às tempestades inesperadas e (felizmente) passageiras pelas quais a vida, às vezes, obriga a passar.

Gente levada de nós, quem sabe, pelo tempo ("tanto tempo sem se ver por estar sem tempo, sempre correndo contra e atrás de tempo"), ou pelo mal do século: a pós-modernidade que não sabe o que é realmente importante, que não conhece o que é verdadeira amizade, pois mais afasta que aproxima, apesar de uma suposta proximidade de uma grande teia cheia de mentira, desamor e superficialidade. Onde gente se descarta, como a um objeto que se joga fora depois que se usa e não tem mais serventia.


Diante de tudo isso, o que faço é chorar. Sim, chorar. Lamentar por tudo isso no qual nunca pensei estar metido. É aí que se descobre que homem chora, sim (E como chora!). A cada decepção, a cada descarte, chora por ser usado, também por não querer se assemelhar aos que lhes fazem mal.

Seu choro não é sinal de fraqueza (Não mesmo!). Chora para não se render. Para se levantar de alma lavada e seguir em frente (Pra frente é que se anda!). Porque, se chora, é porque ainda há nele sonhos (mesmo que esses nunca venham a se realizar), amor de verdade (mesmo que nunca sejam amados), ainda consegue se colocar no lugar do outro, em atitudes de compaixão (mesmo que por ele, ninguém pense em fazer o mesmo). Seu choro evidencia que ele, acima de tudo, ainda é humano, o que pouca gente, hoje, é.