sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Meu Silêncio... e Deus


Por um segundo, definiria essa fase pela qual estou passando como sendo um momento de silêncio. Minha vida mudou muito e o que sinto é que não devo satisfações dela a ninguém. Portanto, me dou ao direito de me calar.

Sabe aquela voz lá no fundo da alma que rastejava implorando a aprovação das pessoas? Também se calou! Talvez, por perceber que neste mundo definitivamente é cada um por si e Deus por todos.

A amabilidade, a gentileza e a cordialidade (e educação em geral) são princípios inabaláveis em mim, são bases sobre as quais meu caráter e minha personalidade foram construídos. Agora, não venha querer tomar contas de minha vida, se nos momentos em que eu mais precisei eu estive sozinho. Aliás, sozinho não. Porque Deus foi (e ainda é) real para mim em todos os momentos. Só a Ele eu pretendo prestar contas e, ainda assim, o Deus a quem conheço, que é muito diferente desse tão mencionado por seus "assessores oficiais" (funcionários da indústria da fé, do mercado Gospel, que se autointitulam Seus amigos, mas que nada têm com Ele).


O Deus a quem amo colocou sobre mim um "jugo suave e um fardo leve" (Mt. 11:30). É impossível não amá-lo e ser totalmente grato a Ele por isso.

Creio que para um silêncio eu já falei até demais (ou o suficiente). Estou apenas respeitando esse momento. Se você não pode respeitá-lo, por favor, afaste-se de mim... E será muito bem-vindo quando aprender a fazê-lo.

Tudo o que quero é estar em paz comigo mesmo e com Deus. Isso se refletirá nas demais áreas de minha vida e alcançará quem estiver disposto a ser contagiado pelo bem que isso me faz.

Doug ;)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

'Douglas' exemplar



Nunca fui muito cinéfilo. Quando criança, assistia aos desenhos de Walt Disney ('Waldisney', para os íntimos) repetidas vezes, mas quanto a filmes, eu mal tinha paciência para assistir até a metade e logo queria que terminassem. Depois que cresci, meus filmes favoritos para assistir repetidamente foram "O Diabo veste Prada" e "De repente 30", e minha sobrinha sempre me 'zuava' por sempre assistir a estes filmes quando falava que estava com vontade de assistir a algum filme.

Em maio de 2015, peguei, sem compromisso ao "Garota Exemplar" na locadora pra assistir durante um feriadão (falei sobre isso neste Post). Assisti ao filme tão sem expectativa (pensando que fosse mais um daqueles filmezinhos em que investigam o desaparecimento da moça boazinha e no final o culpado era o marido que estava ali o tempo todo se fazendo de coitadinho) que, quando me deparei com o desfecho final da história, aquele filme se tornou incrível!

Gillian Flynn
Como todo bom escritor (modéstia à parte), eu quis entender como alguém teve aquela ideia fantástica para uma história e, como a autora (Gillian Flynn) havia escrito o enredo da história sem errar no andamento, para prender o leitor assim como o filme prende o expectador. Parecia algo difícil, na minha concepção. Na Bienal do Livro no Rio (2015) eu comprei o livro da história e, desde então, venho lendo cautelosamente, percebendo os detalhes e expressões da autora. Confesso que ainda não terminei, porque não quero perder nenhum detalhe.

O fato é que declarar simpatia por essa história tem me trazido consequências nada boas na minha vida pessoal. O que me leva a refletir sobre a maldade no coração das pessoas. Pelo pouco que vocês podem acompanhar aqui no Blog, ou na minha própria vida pessoal, devem perceber que eu sou só um cara querendo ser feliz e levar a vida numa boa. É claro que tenho minhas crises e paranoias inerentes à natureza humana, mas tudo o que eu quero é o bem (o meu próprio e o das pessoas ao meu redor).

Só que alguém a quem conheci há pouco tempo, começou a observar meu jeito de ser, de agir frente a algumas situações, minha tentativa de levar sempre as coisas na esportiva e também minha forma de querer agradar às pessoas, e começou a ficar desconfiada de mim, pensando que todo o bem que eu fazia era para entrar na vida dela e fazer algo ruim. A pessoa confessou que esses pensamentos começaram a brotar na mente dela depois que eu disse que meu filme preferido é 'Garota Exemplar'.

Confesso que fiquei chateado com a situação, porque eu só estava sendo eu mesmo o tempo todo, e não é legal você estar sendo você mesmo e ouvir de alguém a quem você pensava ser amigo (AMIGO) que ela não consegue confiar em você, por desconfiar que você seja um psicopata, pelo seu jeito "perfeito" de ser.

Quem me conhece há mais tempo, sabe que eu sou um perfeccionista assumido (e insatisfeito com essa condição). Gostaria de me cobrar menos, não querer impressionar tanto, surpreender tanto, agradar tanto, mas ao mesmo tempo, os lados bons do perfeccionismo me prendem e acabam fazendo de mim quem eu sou.

O que me entristece nisso tudo não é apenas o fato da minha entrega excessiva que me fez receber essa comparação injusta em troca, mas perceber que vivemos em um mundo tão acostumado com a maldade que as pessoas estão desconfiando dos atos bondosos. A que ponto chegamos... Mas, como eu li numa tirinha certa vez, quem está errado não é quem está sendo 'trouxa' em amar, mas aqueles que não sabem receber esse amor.

Ansioso por mudanças nos nossos padrões de avaliação interpessoal.

Douglas ;)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Como conheci você


Brendha

Se não me engano, foi no ano de 2014 (Sim. Foi em 2014!). Eu estava desempregado, após dois anos trabalhando numa escola de bairro, sem carteira assinada (ou seja, como diz o ditado, eu estava “com uma mão na frente e outra atrás”). Passei a dedicar minha vida ao meu TCC de graduação e aproveitava o embalo para escrever no meu extinto Blog. Não faço ideia de como conheci o Blog de uma garota chamada Ana Luíza, mas sei que eu adorava acompanhar o que ela escrevia (até porque era uma excelente escritora). Lembro que foi nos comentários do Blog da Ana Luiza que encontrei um link de alguém a quem a Analu (nome pelo qual a dona do Blog era carinhosamente chamada - até por desconhecidos, como eu) dava moral.

Era a Brendha.

Eu não lembro qual era o nome do Blog dela naquele tempo, mas sei que li (quase) tudo o que ela escreveu e o que mais me atraiu (além da beleza indescritível daquela moça) foi o fato de ela estar lendo pela primeira vez a saga do Harry Potter. Havia posts sobre os livros, com as impressões dela. Também me atraiu o fato de que os livros que ela lia, eram emprestados de uma biblioteca. Ela os lia em tempo recorde! (Isto ao meu ver, visto que demoro meses para ler um livro, quando estou de ressaca literária).

Sei que decidi acompanhar aquele Blog e comentei todos os Posts que consegui. O mais legal de tudo foi que a dona do Blog (a Brendha) não se fez de difícil. Muito pelo contrário. Ela respondeu aos meus comentários no meu próprio Blog e passou a ler o que eu escrevia, mostrando-se interessada.

Trocamos links do facebook. Tornamo-nos amigos de internet.

No meio da madrugada, quando eu estava escrevendo algo para o Blog ou simplesmente navegando (à toa) na Internet, eu a chamava para conversar sobre qualquer coisa.

Ela mora em Santa Catarina e eu no Rio de Janeiro. Pode parecer difícil uma aproximação qualquer, mas não foi. Confesso que tem gente que mora mais perto de mim (talvez, sob o mesmo teto), mas que vive mais distante do que ela.

A Brendha e eu conversávamos sobre tudo e sobre nada. Estou até tentando, mas não consigo explicar em palavra nossas conversas de antigamente. Mas, sei que passamos a conhecer um pouco mais sobre a vida um do outro.

Lembro que ela fez aniversário no dia dos namorados (se eu não me engano, 12 de junho) e eu decidi mandar pra ela um “presente”. Um dos livros que estavam em sua “Lista de Desejados” no Skoob - um site para leitores (que também ajudou nos nossos assuntos sem roteiro – além do fato de ela ser cinéfila [com um gosto especial para filmes antigos], e eu não saber nada sobre filmes, e querer conhecer mais sobre o gosto dela por filmes e livros).

Apesar de o “presente” ter chegado com algum muito tempo de atraso, ele chegou e aquilo nos aproximou mais ainda. Lembro que ela elogiou minha letra e postou foto do que escrevi no Instagram. Fiquei feliz pela gratidão dela.

Por aquele tempo, eu arranjei emprego e meu tempo para a Internet diminuiu, e a gente perdeu nossas oportunidades de conversar durante a madrugada. O fato de ela ser uma dedicada estudante de odontologia (eu acho que é isso) também fez com que tivesse menos tempo, tanto para os papos quanto para os Posts no Blog, assim como eu. Nesse tempo, eu já tinha o número do celular dela, e nós poderíamos conversar por mensagem via whatsapp – coisa que raramente fazíamos (muito mal, nos dávamos “Bom dia”, ou “Boa noite”).

Foi aí que a gente se afastou um pouco, mesmo sem querer.

Ela nunca foi de publicar muita coisa no facebook, creio que por ser sulista (o que faz dela alguém mais reservada), ou pelo fato de ser uma pessoa chique, que se expõe pouco (risos). Mas, o tempo passou e, em meus acessos corriqueiros no horário de almoço, eu vi fotos da Brendha onde as pessoas escreviam palavras de conforto e ela agradecendo pelas palavras das pessoas. Nas fotos, ela estava vestida com roupas hospitalares, mas, naquele caso, ela era a paciente. Parte do rosto lindo dela parecia inchada e eu me preocupei. Na hora me bateu um leve desespero por ver alguém tão especial passando pelo que parecia ser uma barra. E era.

Chamei-a no chat do facebook e ela me contou o que havia acontecido. Ela teve trombose no rosto. Eu não saberia explicar, mas, meu Deus, como aquilo cortou meu coração! (Eu me emociono até hoje, só de lembrar). Enquanto ela me contava, eu não aguentei o aperto no peito e desatei a chorar diante do computador. Eu precisava estar por perto para ajudar minha amiga! Que amigo era eu, a ponto de não saber quando alguém tão querido está passando por uma dificuldade como aquela? No mesmo instante, minha chefe entrou na sala e se assustou com meu estado. Eu estava em choque com a notícia. Fui para o banheiro do Colégio onde trabalho, chorar onde ninguém pudesse me ver. Solucei, questionei a Deus, banhei meu rosto com as lágrimas pela dor da minha amiga antes de banhá-lo com água, na tentativa de disfarçar meu choro.

Graças a Deus, ela estava se recuperando. Quando me contou, já estava em fase de recuperação, sem grande risco. O rosto já desinchava e ela me explicou detalhadamente o que aconteceria para que aquele problema não retornasse.

Escrevi uma carta para ela e tentei enviar um novo livro de presente, mas, dias após o pedido ter sido fechado, o Site me comunicou que não havia mais daquele produto no estoque. Mesmo assim, a carta foi e eu pude me fazer um pouco mais próximo a ela, com minhas palavras. Novamente ela agradeceu, e meu coração se acalmou.

Depois disso, continuamos a nos falar quando dava. Às vezes, através de comentários nas fotos do Instagram, onde eu sempre fiz questão de deixar meu “Lindaaaaa!!!”, toda vez que via uma foto dela. Isso aconteceu a ponto de uma amiga dela perguntar quem era eu.

Porém, nada fortaleceu mais nossa amizade do que numa noite em que eu não tinha mais a quem recorrer. Estava chorando muito no meu quarto por algo ruim que alguém havia feito a mim. Precisei de um amigo, e foi naquele momento em que, mais do que nunca, eu pude contar com a Brendha. Ela me ouviu, leu cada palavra que escrevi, me aconselhou, e acompanhou todo o caso até o fim.

Eu pensei que contando tudo o que contei para ela, ela se afastaria de mim, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: nos tornamos ainda mais próximos, e eu passei a contar com ela (e para ela) para coisas que quase ninguém mais sabe. Desde então, ela é uma amiga mais que especial, pois decidiu me amar e permanecer ao meu lado mesmo quando eu pensei que ela iria me abandonar, ou não se importar.

Espero pelo dia em que poderei conhecê-la pessoalmente, pois sei que será um tempo de compartilhar ainda mais coisas boas.

A Brendha é uma dádiva de Deus em minha vida, e eu agradeço a Ele por me presentear com a amizade dela.
Todas as pessoas deste mundo deveriam ter a oportunidade de tê-la como amiga. A Brendha é uma pessoa e uma amiga incrível!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Meu Deus... Cresci!

Gostaria de saber quem foi que acelerou o relógio da vida. Parece que foi ontem que eu me pegava brincando com meus amigos no quintal de casa, em meio a muita correria e gritaria. Quando o quintal não nos comportava, íamos para alguma rua sem saída. Dependia de com quem queríamos brincar. Se queríamos assistir a bons desenhos e jogar vídeo game, íamos para a Rua Beatriz (onde as crianças tinham tudo). Se precisávamos ensaiar nossos shows de "circo", íamos para a Rua Valéria, onde o meio-fio era mais alto e se transformava em palco para nossas artes. A Rua Vitória era mais escura, ou seja, o lugar certo para fazer coisa errada. Quando a vontade era de jogar queimada, rir de bobeiras e até arrumar confusão, o melhor era a "Travessa Dona Tereza". Era a rua mais povoada por crianças (Ê, povo pra ter filho!). Eram primos de amigos, amigos de primos, amigos de amigos... E todos se divertiam muito como amigos e também como rivais.

Como era bom!
E, como eu falei, parece que foi ontem. Só que o problema é que parece ter passado tão pouco tempo desde aquela época... Por esses dias eu estava dizendo a um amigo que fez 18 anos como funciona o processo de alistamento e recrutamento. Falei pra ele, baseado em como havia sido comigo quando minha vez chegou. Ele gravou um vídeo após ser dispensado e disse as seguintes palavras: "Não estamos mais no século passado! As coisas não são mais como eram há DEZ anos atrás!", e descreveu um processo totalmente diferente do qual eu passei. Por um segundo, eu ouvi o barulho da ficha caindo e pensei: "Cara, ele tem 18 anos, e eu 24! Eu me alistei em 2008, ou seja, há longos SETE anos atrás! Eu já sou um velho!". #Drama

Agora há pouco fui comentar no Blog de um leitor daqui que mencionou "Meninas Malvadas", por causa deste Post. No comentário, eu disse que gosto dos filmes com a Lindsay Lohan, desde que eu era criança. Na hora em que eu pensei em perguntar se ele se lembrava de "Operação cupido", eu parei, olhei para a Bio dele e li "17 anos". "Não... Ele não assistia a esse filme na 'Sessão da Tarde'", foi o que pensei. E, mais uma vez, a sensação de velhice bateu.

O pior é que eu olho pra algumas pessoas que, assim como eu, "não cresceram" e penso: "Tadinho... Esse tipo de gente que não se manca que não é mais adolescente. Parece que esqueceu de crescer". Seria isso "perceber o próprio defeito nos outros"? 'Sim', ou 'Com certeza'?!

O fato é que eu sempre gostei tanto de ser criança e minha adolescência também foi tão marcante (apesar de todos os conflitos), que eu não sinto como se tivesse toda a idade que eu tenho... Mais uma vez eu digo: "Parece que foi ontem!". Foi o tempo que acelerou, ou fui eu quem esqueceu de crescer?

É claro que eu tenho responsabilidades de adulto. Só que, antes de assumi-las, meu inconsciente pensa: "Sou tão jovem para estar assumindo esta responsabilidade!". Só que, cara, na verdade eu não sou! Estou na idade certa. Meu cérebro que me engana. Talvez porque naqueles cadernos de perguntas (meu Deus!) eu tenha escrito por diversas vezes que me casaria aos 21, moraria em Londres e teria 7 filhos, só que aos 24 eu estou solteiro, morando na casa dos meus pais, ainda concluindo uma Pós-graduação. Será que é por isso que eu tô perdido no tempo?

Eu ainda leio livros de ficção, e prefiro esse tipo de leitura do que os jornais ou livros daqueles - de adultos... (me refiro a eles como se eu não fosse um deles...) Mantenho um Blog sobre minha vida. Deve ser por isso que a maioria dos blogueiros com quem interajo tem, no máximo 21 (e, no mínimo 14).

Tô me sentindo tão retrógrado agora que parei para pensar nisso tudo! Será que eu deveria trocar meus tênis por um sapato social, minha mochila por uma pasta, meus livros de ficção por leitura histórica ou científica? Será que eu deveria parar de brincar de 'pique' com as crianças e deixar de ser a alegria delas nas festas de família? Tenho vários vídeos ensinando brincadeiras novas para elas durante as festas.

Será que eu tô em crise existencial?

Meu Deus!

Pena que a vida não é um filme onde 30 é a "idade do sucesso", e a gente pode ver como nada disso é verdade e voltar pros 13, onde tudo realmente valia a pena.



(Tô loko)

Até amanhã.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Como eu nunca tinha ouvido falar de Lianne la Havas?



Hoje eu estava tranquilamente me atualizando no Spotify, dando uma chance para aqueles álbuns que aparecem na página inicial me surpreenderem, já que eu só tenho ouvido as mesmas coisas ultimamente.

Com a minha querida agenda que me acompanha em todo e qualquer lugar onde vou aberta do meu lado, enquanto eu anotava os nomes das músicas que me chamavam atenção, cheguei a uma álbum que a cada faixa eu parava o que estava fazendo para anotar o nome da música na agenda. Fui surpreendido por uma voz e um estilo impecáveis (na minha humilde opinião). O nome dela é Lianne La Havas. Quando eu vi que já havia mais de quatro músicas seguidas do álbum anotadas na folha da agenda, eu percebi: o CD todo é bom!

Quem acompanha o Blog sabe que eu não tenho costume de fazer posts falando sobre meu gosto musical focando em apenas um cantor mas, desta vez, eu tenho que abrir esta exceção.

E, enquanto eu não consigo publicar aqui uma Playlist descente do Spotify (Já que o Grooveshark não existe mais), quem quiser ouvir, basta clicar aqui.

Confesso que já tô viciado.