sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Estarei, enfim, vivendo

Seja por alguma atitude que eu não tomei, por uma visita que eu não fiz, uma mensagem que eu não respondi, pelo tempo ocioso que deveria ter sido ocupado com alguma atividade (principalmente as físicas...), mas sempre (SEMPRE) tem alguma coisa que eu gostaria de ter mudado no meu dia, ao fim dele.


Não sei o real motivo dessa sensação de insatisfação com o que possa ter feito ou deixado de fazer, mas estou apenas dizendo que isso acontece. Será que alguém poderia ler este desabafo, sem pensar em uma possível resposta, ou conselho para me dar, na intenção de fazer com que isso não mais aconteça? Será que poderia apenas me "ouvir", talvez se identificar com o que estou dizendo e, mesmo que não concorde, me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem?



É que, as vezes, me pedem para ser alguém diferente de quem sou.
Outras vezes, eu mesmo gostaria de não ser igual a mim mesmo.

Um dos meus maiores erros na vida sempre foi achar que as pessoas me tratariam da mesma forma como eu as trato. Parece algo tão lógico! Se eu te trato com educação, respeito, cortesia, amabilidade, compreensão, reconhecimento, gratidão, entre tantas outras coisas, você deve me tratar com nada menos do que com educação, respeito, cortesia, amabilidade, compreensão, reconhecimento, gratidão, entre tantas outras coisas.

Que tolo eu era... Mal sabia que o ser humano não vê a vida assim. Que a visão corrompida pelo egoísmo só enxerga o "venha a nós", mas quando é a vez de retribuir, a mente alheia se "oblivia" e esquece do bem que recebeu.


Que tolo eu sou... Caindo no "conto do vigário" vez após vez, acreditando na possibilidade de não ser ferido por gerar falsas expectativas nas boas mudanças de alguém.

Tanto trabalho desperdiçado! Tanto investimento perdido... Penso (SIM) em jogar tudo para o alto e, em uma carta de despedida, mostrar tudo o que poderia ter sido melhor se alguém se importasse em fazer com que ambos os lados fossem felizes. Mostrar que não era tão difícil me fazer feliz. E deixar que, enfim, valorizem quem eu sou (ou era). Mas, infelizmente, já estarei bem longe quando isso acontecer... Estarei, enfim, vivendo.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Solitude?


Às vezes eu me sinto um bobo por não aproveitar as coisas que eu sei que me fazem bem. Escrever, por exemplo, sempre foi uma forma de extravasar. Eu nunca fui alguém de me abrir com pessoas, pelo contrário, me abria muito nas páginas de Agendas e Cadernos. Porém, conforme a vida foi me apresentando outras possibilidades, eu fui negligenciando a solitude.

Solitude é diferente de solidão. Na solidão, você pode estar rodeado de pessoas, porém, se sente sozinho, solitário, desamparado. No caso da solitude, mesmo que você esteja só, sem pessoas ao redor, você não se sente solitário. Você está acompanhado por você mesmo.

A solitude é fundamental para o bem estar da mente humana. Eu vivi isso na prática durante minha vida toda. As pessoas perguntavam como um menino tão jovem podia possuir uma sabedoria tão grande, conseguia pensar, refletir antes de agir. E eu sempre atribuí essa minha “sabedoria” aos meus momentos de solitude com um caderno e uma caneta, onde eu colocava todos os meus pensamentos no papel e os via de um novo ângulo.

Infelizmente, a sociedade desdenha de pessoas que passam tempo sozinhas. Acham que é triste você ter momentos consigo mesmo, mas essas pessoas não sabem que quanto melhor você estiver com você mesmo, melhor estará com o mundo ao seu redor, será mais dono de suas próprias atitudes, escolhas, obterá mais êxito.

A companhia das pessoas não pode gerar em nós uma dependência. Precisamos estar felizes em meio às multidões, mas, felizes também quando estivermos em nossa própria companhia.

Isso é SER feliz.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Onde está o amor?

Voltando do feriadão e, confesso, não estava preparado psicologicamente para retomar minha rotina de trabalho. Fim de ano parece que a rotina piora, aumenta. Além disso, tenho pensado em tanta coisa. Estou me tornando quase um filósofo interno. Decidi, então, escrever sobre o que vem atormentando minhas ideias, na intenção de desacumular a caixa dos meus pensamentos.

Semana passada, algo que não parou de me atormentar foi uma pergunta que eu mesmo me fiz. Sabe quando você olha ao redor e não consegue encontrar alguém que se disponha a te amar? É como se as pessoas tivessem se tornado tão distantes e superficiais. Isso, quando não colocam os próprios interesses antes dos seus.

Aí, você lê isso que eu acabei de escrever e pensa: "Cara, que egoísta!". Eu mesmo estou pensando isso de mim. Como posso perguntar onde está o amor das pessoas, quando eu mesmo não tenho atitudes que demonstrem amor por elas? Mas, não me refiro a pessoas como meus pais, ou alguém da minha família com quem eu tenha afinidade, mas a pessoas a quem "não devo" amor. Pessoas a quem, se eu amasse, amaria sem receber nada em troca. Quase como uma "corrente do bem" (nunca vi esse filme), mas correntes, na mente da maioria das pessoas, hoje em dia, trata-se de algo careta e ultrapassada.

Tão fácil olhar para o outro e reconhecer as falhas alheias, mas... E quanto a nós? Estamos fazendo algo pra mudar essa falta de amor na humanidade (se é que ainda podemos chamar nossa espécie de humana)? Ou, como eu fiz durante a semana passada toda, nos assentamos em meio ao monturo para assistir o simples desamor a nós mesmos e lamentar por não sermos amados como gostaríamos?

Olhe pra você mesmo. Que tal dar o primeiro passo em direção a forma como você quer que a humanidade caminhe? Se você quer um mundo mais honesto, comece a cumprir com suas obrigações pontualmente, seja autêntico, seja justo mesmo nas mínimas circunstâncias. Quer um mundo mais feliz? Sorria mais, semeie coisas boas na vida das pessoas quando elas menos esperarem. Quer um mundo mais altruísta? Que tal colocar-se no lugar do outro, pensar como o outro pensaria ou se sentiria com uma ação sua? Se aquilo fizer mal a alguém, não faça!

O problema é que a gente passa tanto tempo focado em NÃO fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco, que esquecemos da segunda parte da regra: "Faça pelo outro aquilo que gostaria que fizessem a você!".

Se, assim como eu, você tem se perguntado "Onde está o amor?", pare de procurá-lo no que as pessoas podem fazer por você e comece a encontrá-lo no que você pode fazer por alguém.

Hoje é um ótimo dia para começar!

Até o próximo Post.

Douglas ;)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sonhar + Projetar = Realizar


Quero escrever. Apenas escrever. Algo que faça sentido para mais alguém além de mim mesmo.

Às vezes eu me pergunto se escrever é algo "falido" nos tempos modernos, uma vez que as pessoas preferem assistir vídeos no YouTube ou acessar microblogs do que dedicar seu tempo a longos textos. Eu mesmo confesso que estou preferindo assistir Resenhas sobre os livros que leio do que ler as Resenhas, como fazia antigamente.

Certas vezes penso que nem tenho o que escrever, outras penso que existem diversos mundos dentro de mim, esperando para serem trazidos para fora.

Enfim... Não posso esquecer que a graça de ser escritor está no prazer da escrita, e não no improvável mérito que isso possa trazer.

Quem sabe, eu grave um vídeo por dia para descrever o meu processo criativo. Mas, para isso, terei que me desafiar a escrever todos os dias. Talvez eu possa registrá-los aqui para, lá na frente, quando estiver finalizando o processo de escrita, eu possa recordar minha trajetória.

Talvez, assim eu consiga. Mas, não posso (nem quero) desistir. Conto com a energia positiva de quem vier a ler esse pequeno desabafo sobre meus sonhos particulares.

Até a próxima atualização!

Douglas ;)