quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Pra quê expectativas?


Sabe aquele desafio de vida que todo mundo tem? Então... O meu é: não criar expectativa.

É incrível como, pra tudo (eu disse TUDO), eu consigo criar as mais loucas e inusitadas expectativas. E, quando nada acontece conforme o que eu esperava, eu fico frustrado, chateado, acho que nada valeu a pena, que a espera não correspondeu à realidade... Enfim. Tudo de ruim que um ser humano possa sentir em relação às próprias frustrações é o que eu experimento quando crio expectativas a respeito de algo.

Aí fica a pergunta: "Pra quê criar expectativas, se a vida sem elas é tão melhor?!". Cara, é sério! Tenho vários exemplos disso.

Minha sobrinha, Caren, de 18 anos (sim, eu tenho uma sobrinha de 18 anos) leu "A culpa é das estrelas" (John Green) bem antes de lançar o filme, porque estava uma febre viral de TFIOS/ACEDE. Ela não gostou. Achou sem graça, ou melhor, o livro não correspondeu às expectativas (Tá vendo? Eu falei...).

Quando eu decidi ler o livro dela (por ter visto o trailer do filme que estrearia dali a alguns meses), eu li sem um pingo de expectativa. Por quê? Porque ela tinha me dito pra não esperar muita coisa do livro. O que aconteceu? Eu comecei a ler e ler, como um livro qualquer e me apaixonava mais a cada página pela Hazel Grace e pelo Augustus, a ponto de não conseguir parar de pensar neles durante os momentos em que não estava lendo o livro (contei sobre essa experiência em outro Post, mas não tô encontrando em lugar nenhum aqui no Blog).

A mesma coisa aconteceu no meu aniversário de 24 anos. Fiz planos para sair com minha família, a gente ir a uma churrascaria, ou fazer alguma coisa em casa, contando com a presença dos meus amigos mais chegados e seria uma noite agradabilíssima. Mas, não aconteceu nada conforme o esperado. No lugar disso, assistimos a um filme velhíssimo, de suspense (todos ansiosos para acabar logo). Não tinha lugar para todo mundo sentar na sala e as pessoas que vieram, apesar de serem meus amigos, não eram amigos entre si (e não pareciam estar muito a fim de se tornar amigos), o que fez com que tivéssemos um ambiente nada sociável.

Já no meu aniversário de 25, eu não planejei absolutamente nada. Estava preparado para ser um dia de agradecimento a Deus por mais um ano? Sim. Mas, nada de esperar que fôssemos sair ou fazer alguma coisa. No fim da tarde, quase noite, começaram a chegar as pessoas que deveriam estar (minha família e a família da minha melhor amiga na época, Angélica - saudade dela), coloquei minha playlist no rádio e acompanhados de um jantar maravilhoso, simplesmente desfrutamos da noite com muita conversa, risos e outras coisas boas. Mas, isso, porque eu não esperava nada daquela noite.

Não digo que com isso você precise ser pessimista. Muita gente confunde ser realista com ser pessimista. Longe disso! O ideal é permitir-se viver cada momento, sem antecipar o sofrimento, nada de ansiedade. Já dizia minha chefe: "Quem morre de véspera é peru de Natal"... Então, apenas viva e acredite que a vida pode te surpreender, especialmente quando você não ficar criando expectativas fantasiosas a respeito de tudo.

É meio difícil alguém tão sonhador não criar expectativas sobre tudo. Mas, lembra do que eu falei lá no começo? Esse é o meu desafio de vida. E eu venho conseguindo cumprir, me fazendo mais feliz a cada vez que consigo e sou surpreendido pela vida. Mas, eu digo isso em relação a coisas pequenas como uma festa de aniversário, um filme, ou a leitura de um livro, porém, quanto aos seus sonhos e projetos de vida, crie SIM muitas expectativas, pois, como diz Augusto Cury:

"Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!"
(Augusto Cury, Você é Insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.)

Pra finalizar, hoje foi a estréia de "Animais fantásticos e onde habitam" nos cinemas e eu confesso que, novamente, fui sem nenhuma expectativa. Olha... Só digo que foi muito especial e que eu recomendo o filme, mas... Não vá com grandes expectativas, ok?

Conto mais sobre o dia de hoje em algum outro Post.

Um abraço (sem expectativas)!

Douglas ;)

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