quarta-feira, 11 de junho de 2014

Não basta começar, tem que terminar.


Acabei de assistir ao vídeo de uma cantora da qual sempre gostei, onde ela une sua vida, história, opiniões, sentimentos, trabalho e a concepção de seu primeiro CD solo, com canções (as quais ela chama particularmente) dela.

Ela diz que gerou aquele filho por dois anos, e as composições, muito bem pensadas e estruturadas nasciam especialmente em seus momentos de melancolia. Não se considera uma pessoa triste, mas aproveita a tristeza, os dias mais introspectivos, solitários, para criar suas lindas canções. Ela sabe aproveitar seus momentos. Tudo isso resultou em um álbum com a impressão digital, a identidade dela.

O fato de ela se referir aquele CD como um filho que nasceu, um projeto finalizado, um trabalho concluído, me deixou com muita vontade (quase uma necessidade) de seguir pelo mesmo caminho, compor minhas próprias canções, escolhendo cuidadosamente cada palavra, obedecendo ao ritmo de todo o processo, respeitando o tempo necessário para que nasçam todas as canções que comporiam meu primeiro projeto autoral, que futuramente poderia ser produzido e gravado em forma de CD.

Outro projeto, que me parece mais possível, mais próximo da minha realidade seria escrever meu livro. A escrita é um dom que se desenvolveu em mim ao longo dos meus anos de vida. As pessoas ao meu redor percebem minha habilidade para a escrita. Inclusive, ontem, recebi a notícia de que meu TCC recebeu a nota máxima e foi encaminhado para a Biblioteca da Faculdade. Nas palavras de uma amiga minha, "Um trabalho vai para a biblioteca de uma universidade/faculdade quando ele é considerado fonte de pesquisa necessária para acrescentar conhecimento à outras pessoas que buscarem algo na sua linha de estudos. É também escolhido por se tratar de conteúdo relevante e significativo para o assunto/tema. Ou seja, seu trabalho agora torna-se uma referência para todos os demais que precisarem consultar sobre o tema que você 'dissertou'".

Pra falar a verdade, eu também gosto muito do meu próprio jeito de escrever, e cheguei a um ponto onde é impossível ler qualquer livro (ou Blog) sem analisar as peculiaridades de cada escritor, elogiando as sacadas, criticando alguma coisa e me colocando em seu lugar, pensando: "Como eu escreveria caso aquela história fosse minha?". Isso, além de captar o que posso aproveitar do jeito como cada um escreve, para melhorar minha própria forma de escrever e assim, aos poucos, ir encontrando minha identidade como escritor.

Mas, antes de iniciar um novo projeto, um novo livro, dando vida a uma nova história, a novas personagens, me sinto numa dívida com os livros da minha irmã. São tantos anos aos quais venho inconstantemente ajudando-a a dar vida aos seus dois livros! Já me dediquei bastante a cada um deles. O que eu mais gosto, então, está no capítulo 10, e creio que também serão vistos como projetos concluídos dos quais eu fiz parte. Porém, sinto que preciso me dedicar novamente, inclusive, pedir opiniões, ajuda, modificar tudo e qualquer coisa se for preciso, para que ao final ele esteja perfeito para mim, concluído, sem mais nada a acrescentar.

Dei a mim mesmo como prazo para conclusão desses projetos (os dois livros da minha irmã) JANEIRO de 2015. Essa é minha meta final. E eu vou cumpri-la. Torçam por mim!

E vocês, têm seu próprio projeto?

Um comentário:

  1. Doug, em primeiro lugar quero dar os parabéns, ou melhor, MEGA PARABÉNS pelo seu TCC. Ainda estou bem longe de pensar no meu, mas tenho noção do quão trabalhoso é fazer um. Aliás, é tão bom ter o reconhecimento após o esforço, né? Fico imensamente feliz em seu lugar, pois certamente foi merecido. Sorte das pessoas que terão essa referência para consultar a partir de agora.

    Adorei a forma como você introduziu o assunto dos projetos. Começou contando um causo, como quem não quer nada, e de supetão fala sobre um assunto tão profundo, intimista. Adoro a forma como você escreve também. As palavras sempre bem escolhidas, as expressões, pontuações, tudo, fazem cada texto ter um gostinho especial.

    Não preciso nem comentar que apoio você em sua carreira musical e seria magnífico poder acompanhar um processo de criação das músicas, de um CD, coisas assim. Dou a maior força do mundo pra você investir nesse projeto e, nem que seja aos poucos, ir começando a desenvolver e gerar esse "filho" também.

    Quanto à escrita, seria muito bacana ler um livro escrito por você. Sério. A leitura dos seus textos é tão fluída que eu poderia ler um livro nesse ritmo em pouquíssimo tempo. Outro projeto que dou toda a força do mundo pra você concretizar. Aliás, esse ponto que você tocou de chegar num momento em que é impossível ler as obras sem analisar a escrita, etc, tô nessa também. Estou lendo "Lolita" e, meu Deus, o que é a escrita do Nabokov? Ele escreve tão, mas tão bem que eu fico babando e querendo escrever assim quando eu crescer, haha. Agora tem uns escritores que até tinham boas ideias, mas que poderiam passar pro papel com mais emoção, de formas diferentes, enfim...

    Quanto aos livros da sua irmã... Eles falam sobre o que? Fiquei curiosa.

    Meus projetos, por hora, estão estacionados, mas pretendo começar a escrever um livro com um amigo (aquele que publicou um texto lá no blog esses dias) e sou meio que conselheira literária dele. Estou ajudando-o, com meu apoio moral, críticas construtivas e elogios, a escrever seus livros (ele tem muitas ideias bacanas!!). É uma sensação incrível. Me sinto parte de algo tão gostoso que fico pensando que isso será muito mais intenso quando o livro for meu, todinho meu <3

    Bom, por hora é só. Quase 3 da manhã e eu tenho aula amanhã, preciso dormir!

    Beijos, até mais!

    macabea-contemporanea.blogspot.com

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