quinta-feira, 13 de julho de 2017

Off-line

- Eu andei stalkeando seu Facebook. - disse alguém que não me conhece pessoalmente.

Nessa Era Tinder onde a gente costuma conhecer muita gente pela Internet, antes de conhecer pessoalmente, eu conheci alguém que acabou encontrando meu Perfil no Facebook, deu aquela analisada e chegou a uma conclusão: "Sabe o que eu achei?... Digo... Não leve para o lado pessoal, mas... Você parece ser alguém triste.", falou um pouco sem jeito.

Eu confesso que fui pego de surpresa, apesar de não ser a primeira vez que alguém diz isso sobre uma publicação minha na Rede Social.

- Você é assim? Alguém triste? - insistiu na pergunta.

Cara, eu costumo dizer que o meu facebook só mostra o que eu quero que as pessoas vejam, o que eu quero que elas saibam sobre mim.

Eu sou alguém muito reflexivo, costumo filosofar muito sobre a vida, o sentido dela, especialmente sobre a minha própria vida. Isso rende momentos em que vou até o facebook e escrevo algum desabafo (bem poucos), compartilho algo que, nesses momentos de reflexão tendem a ser um pouco mais melancólicos.

Só que eu comecei a pensar nos meus melhores momentos no último mês (Junho), momentos em que eu ri de gargalhar, abracei, beijei, me emocionei, cozinhei escutando música no último volume (e dançando descompassadamente), cantei no meu microfone de cabo de vassoura, enquanto varria a casa dos meus pais, fiz brigadeiro, assisti filme velho (dos anos 80) agarradinho com a minha mãe num dia frio, passei de mãos dadas, passei sem mãos dadas, reencontrei amigos, fiquei até 4h da manhã em ligação, pra acordar às 5h e ainda assim acordei com um sorrisão no rosto... Nossa! Foi tanta coisa! Eu nem consigo lembrar de tudo pra escrever aqui.

O fato é que se eu estiver realmente feliz, eu nem vou lembrar de pegar meu celular pra tirar uma foto ou atualizar minha localização no facebook, pra tentar (indiretamente) esfregar minha felicidade na cara de alguém.

Os melhores momentos da vida, a gente vive off-line. A vida real é muito melhor do que a virtual! E isso é maravilhoso!

Neurótico como sou, eu ainda fui perguntar para alguém que me conhece se essa pessoa me acha triste. E, apesar de passar por momentos de tristeza (como todo mundo deve passar), eu confirmei que minha vida realmente não tá no Facebook. Eu vivo a vida aqui fora e vou viver ainda mais, quando colocar em prática meus sonhos que estão voltando à tona.

Eu tô tão feliz por isso! (Mesmo não sentindo vontade de publicar uma foto ou um texto expressando essa felicidade no meu Facebook).

Douglas ;)

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