sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Mudanças...


Na vida, quase tudo muda. Quem um dia foi amigo, deixa de ser. Alguns sentimentos dentro de nós deixam de existir. Descobrimos novos mundos, novos rumos, novos sentimentos, novos amigos. Algumas mudanças, no entanto, são tão dolorosas! E o mais triste de tudo é perceber que o que um dia foi atenção, afinidade, cumplicidade, tornou-se indiferença.

Apesar da maturidade, existem coisas com as quais infelizmente não nos acostumamos ou simplesmente não aprendemos a lidar. Talvez, não por não conseguirmos, mas por não querermos. A amnésia de alguém sobre tudo o que um dia foi vivido (demonstração de ingratidão) é um desses "indesejos", especialmente quando vêm de alguém com quem foi compartilhada uma vida inteira, quem nunca poderia ser magoado, verdadeiros portos seguros em meio às tempestades inesperadas e (felizmente) passageiras pelas quais a vida, às vezes, obriga a passar.

Gente levada de nós, quem sabe, pelo tempo ("tanto tempo sem se ver por estar sem tempo, sempre correndo contra e atrás de tempo"), ou pelo mal do século: a pós-modernidade que não sabe o que é realmente importante, que não conhece o que é verdadeira amizade, pois mais afasta que aproxima, apesar de uma suposta proximidade de uma grande teia cheia de mentira, desamor e superficialidade. Onde gente se descarta, como a um objeto que se joga fora depois que se usa e não tem mais serventia.


Diante de tudo isso, o que faço é chorar. Sim, chorar. Lamentar por tudo isso no qual nunca pensei estar metido. É aí que se descobre que homem chora, sim (E como chora!). A cada decepção, a cada descarte, chora por ser usado, também por não querer se assemelhar aos que lhes fazem mal.

Seu choro não é sinal de fraqueza (Não mesmo!). Chora para não se render. Para se levantar de alma lavada e seguir em frente (Pra frente é que se anda!). Porque, se chora, é porque ainda há nele sonhos (mesmo que esses nunca venham a se realizar), amor de verdade (mesmo que nunca sejam amados), ainda consegue se colocar no lugar do outro, em atitudes de compaixão (mesmo que por ele, ninguém pense em fazer o mesmo). Seu choro evidencia que ele, acima de tudo, ainda é humano, o que pouca gente, hoje, é.

2 comentários:

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