sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Renascer das Cinzas




Nunca imaginei dizer que a vida que vivo hoje foi a que eu escolhi, mas as adversidades do mês passado me levaram a refletir tanto (mas, tanto) na vida, que concluí: foram minhas próprias escolhas que me trouxeram até aqui. Cada caminho (escolhido por mim) me levou a ser quem hoje sou. E, mesmo que eu (ainda) não seja quem sempre quis ser, sou a melhor versão de mim, sou o melhor que posso ser.

Apesar dessa certeza, de vez em quando a vida me leva a questionar se o que estou fazendo de meu tempo aqui vale realmente a pena. Se vivo ou simplesmente existo.

Infelizmente não é fácil me deparar com a falta de um ombro amigo, a necessidade de ter alguém por perto (mesmo que em silêncio, mas por perto), a insegurança por não ter uma mão para segurar (ou que segure a minha), o medo de estar sozinho, no escuro.

Desde cedo, aprendi que o que é bom dura pouco e ninguém precisou me ensinar que os momentos ruins (de crise existencial, morte, dor, vazio) sempre fazem o favor de durar nada menos que uma eternidade.

Mas o fato é que não posso medir a vida por esses momentos. Não posso pensar que o Sol nunca mais vai voltar, ao me deparar com um dia nublado. Ou que a brisa revigorante da primavera foi nada mais que um sonho, só porque hoje tudo o que sinto é o frio cortante do inverno gelado.

Diante dos momentos difíceis da vida, onde parece que irei morrer, preciso ver adiante, com esperança refletida no olhar. O que preciso, todos os dias, é renascer. Dar a mim mesmo uma nova chance de ser feliz, de ser quem sou. Renascer sempre! Nem que seja à partir de minhas próprias cinzas, todas as vezes que sentir o vazio e a escuridão da dúvida se apoderarem de mim, querendo me matar de dentro pra fora. Mesmo que para isso seja necessário gastar minhas últimas forças, não posso me render! Morrerei lutando, porém, tendo a plena certeza de que reencontrarei a vida, enquanto dentro de mim renascer também a esperança.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Os momentos ruins parecem durar uma eternidade, né? É sempre assim. Os bons passam tão rápido e os ruins permanecem infinitas vezes mais. O fato é que, como você próprio fala no texto, não podemos nos render, nos deixar levar pela negatividade. Precisamos, realmente, acordar e saber que apesar de todas as coisas ruins, há uma nova chance de buscar ser melhor. Nada de se abater. A tempestade vem pra lembrar quão bonito é o sol que vem depois, trazendo o arco-íris com um pote de ouro lá no final. Ok? Não esquece disso.

    Ps: essa música é linda!

    macabea-contemporanea.blogspot.com

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